Vou começar a escrever a parte mais difícil do meu do meu blog, aquela que causou mais polémica durante o meu processo de divórcio, aquela que pode causar em vocês mais espanto aquela que nem eu sei que reação pode trazer da vossa parte, de toda a maneira espero que sejam sensatos e entendam o meu lado, está-me a custar imenso, durante o dia já chorei algumas lágrimas , não é que me envergonhe mas é intimo demais para expor assim, de uma forma simples, estou a encher-me de coragem… ;'/ uffff vamos lá então!!!
Não estava disposta a voltar atrás, como tinha dito, o Manuel também estava com problemas, nós falávamos de tudo já nos conhecíamos muito bem, eu sabia que a Natércia não era a única mulher na sua vida, que era um mulherengo e começamos a ficar íntimos demais, eu estava frágil e mais sensível e agradava-me os elogios que me fazia, parecia gostar de mim e eu precisava de sentir isso mesmo. Estava a precisar de me agarrar a alguma coisa para conseguir ultrapassar este momentos difícil em minha vida, precisava de carinho, palavras de apoio e o Manuel dava-me tudo isso. Ele disse-me que pensa-se bem antes de me separar do meu marido, que espera-se mais algum tempo, que acaba-se o meu curso e que tira-se outra formação.
Certo é que eu pensei e falei com o meu marido, disse-lhe que queria ficar um tempo sozinha, alugava-se uma casa perto de uma praia só precisava de tempo. Ele não concordou, disse-me que precisava era de uma psicólogo, concordei pois também me sentia sensível e talvez precisa-se mesmo. Na altura também levamos o nosso filhote a um psicólogo, porque tínhamos um cão que morreu e desde esse dia o menino também não andava bem. Na primeira consulta que eu tive o meu marido foi comigo, a psicóloga não quis que estivéssemos na consulta juntos e mandou-o sair. Ele saiu depois de dizer o que ele pensava.
A psicóloga fez-me muitas perguntas, umas delas foi se a causa do meu divórcio seria o Manuel? Disse-lhe que não, pois eu já tinha pedido o divórcio antes de conhecer o Manuel e que o António sabia muito bem, que desde que aconteceu aquela historia de poder estar grávida e afinal não estar, eu já o teria ameaçado varias vezes com o divórcio, pois apesar de as coisas se ter composto, aquilo que tinha acontecido para mim foi devastador, principalmente depois de ele me ter dito, que se eu estivesse mesmo grávida naquela altura, que nem que ele me atropela-se mas que aquele bebé nunca iria nascer.
Algumas semanas depois, as coisas que o meu marido andava a fazer começaram a revelar-se, eu nem queria acreditar no que estava a acontecer!!!
A minha psicóloga disse-me para eu ter cuidado com o meu marido, que ele havia ido no consultório pedir-lhe que lhe conta-se tudo o que eu haveria dito na consulta, que eu havia tido com ela, pediu-me desculpa mas que por sigilo profissional que não poderia fazer, e que lhe pedira delicadamente para começar a ter consultas com uma colega dela, pois não poderia ser mais psicóloga dele, que era minha psicóloga mas que dos dois não seria mais.
Eu depois disto ainda me sentia mais sozinha, a única pessoa com quem falava era o Manuel pois a minha amiga Maria também não falava comigo e eu nem sonhava o porque, sempre que me aproximava dela ela fugia. Tudo a minha volta era estranho.
Eu e o António fomos há nossa advogada e pusemos os papeis de divorcio, era suposto ser divorcio amigável…
Eu sentia que já era livre, que não devia qualquer explicação ao António.
Eu e o Manuel começamos a ficar mas íntimos e acabamos por mostrar nossos corpos através da Internet e a ter conversas mais intimas, conversávamos do que gostávamos e não gostávamos. Apesar de não ser uma coisa física, mas sim virtual, eu sentia que o Manuel me desejava muito e eu desejava-o. Depois da asneira feita, sentia um pouco de vergonha pois afinal só o conhecia pela Internet nunca haveria estado com ele pessoalmente, muito embora fosse de sua vontade e minha também, mas a distância que havia entre nós era brutal. Num entanto tudo o que fazia era apenas e só virtual. Agarrei-me ao Manuel como se fosse a única coisa que tinha para além do meu filhote.
Passado isto, o António começou-me a ameaçar, dizia que sabia tudo o que eu fazia e dizia na Internet ao Manuel, sabia de todos os meus planos para eu ter cuidado com o que andava a fazer.
No centro de formação eu já era foco das atenções, fui chamada há atenção que o meu nome vinha no jornal da cidade, parece que dizia que o meu marido só se responsabilizava pelas minhas dívidas, até a um certo dia de determinado mês. Fiquei chocada, pois ele sabia tão bem quanto eu que não havia dívidas. Estava fula da minha vida. Fiquei calada não sabia o que dizer ou fazer.
Numa das tentativas de reconciliação, nos tínhamos ido a uma loja de roupa, comprar umas roupas para mim, quando chegou a hora ele disse para não pagar com o cartão de uma conta que tínhamos em comum, para passar antes um cheque de uma outra conta que ele depois no inicio da semana punha lá o dinheiro, parva eu fiz o que ele me havia dito. Recebo uma chamada do banco a dizer que o cheque tinha batido careca, fiquei sem chão. Liguei para o António ele disse que se havia esquecido e depois foi la por o dinheiro, aquilo passou.
Chegou o mês de Natal, nesse mês o Manuel vinha a Portugal, combinamos estar juntos e conhecermos nos pessoalmente.
Uns dias antes de o Manuel chegar o meu Marido desapareceu com o nosso filho, estava angustiada, como se não basta-se tirou todo o dinheiro das nossas contas e roubou-me o carro. Chorava imenso não tinha apoio de ninguém, tudo me tinha virado costas. A Maria, veio ter comigo, contara-me a razão pela qual não me falou durante todo aquele tempo, o meu marido havia-lhe pedido que lhe conta-se tudo o que ela sabia, oferecera-lhe dinheiro em troca, que lhe pagava até estadia e um curso novo no Porto, para ela abandonar a formação e aliar-se a ele, assim como fizera com a Maria, fizera com as restantes colegas da minha formação, para alem que foi falar com as psicólogas da formação, pedir que me expulsassem da formação que eu estava louca. Eu não acreditava em tanta informação que acabara de receber. Como devem calcular todas estas pessoas recusaram fazer o que ele havia pedido. A Maria afastou-se de mim, aconselhada pelas psicólogas. As professoras começaram a falar comigo sobre o assunto, o António convencera todo o mundo, que o que estava a acontecer seria culpa do Manuel, que se o Manuel não tivesse aparecido eu e ele estaríamos bem. Tudo mentira, o Manuel nada tinha a haver com esta história. Telefonei a nossa advogada, para informar que o meu filho teria sido levado pelo meu marido, ela informou-me que havia sido contactada pelo advogado do meu marido para o processo de divorcio, estava tudo errado nos tínhamos combinado divorcio amigável, porque é que ele me estava a fazer tanto mal? Depois ainda me disse que não podia nada em relação ao menino porque a guarda do menino era dos dois, mas que podia ligar a GNR e ir com eles aonde eu pensava que o menino estava, resolvi fazer isso. Fui ao talho roubei a chave da carrinha de carregar o gado e fui ate a terra dos pais dele. Já lá na terrinha Telefonei a GNR e eles foram comigo. Quando cheguei a casa dos meus sogros, a GNR entrou e pediu aos meus sogros que me entregassem o menino, mas os meus sogros não entregaram o menino alegando que só o entregavam há pessoa que havia deixado lá o menino, que até ordens em contrario não o entregavam. Como eu não levava um mandado do juiz a GNR nada pode fazer, vim de mãos vazias e de coração partido, pois o meu sogro arrancou-me o menino das mãos e o menino ficou aos gritos. Chorei muito a pessoa que mais amava estava sofrer com isto tudo, e eu não podia estar ao lado dele , o meu amado filho. no dia seguinte liguei á advogada, ela disse para eu ter calma e esperar uns dias, eu fiquei nervosa mas tive de me resignar a minha pouca sorte e fazer o que ela me dizia.
No outro dia chegava o Manuel, tínhamos combinado no aeroporto de Lisboa mas eu não tinha o carro e muito menos dinheiro, não sabia como fazer, queria tanto sentir um ombro amigo, um carinho queria muito estar com ele que havia sido o meu confidente, o meu suporte aquele tempo todo. Chegara-se a noite e o meu marido havia chegado furioso, entrou pelo meu quarto dentro e partiu-me a box Internet. Nesse dia tirou-me do serio, não podia falar com o Manuel a dizer que não ia, não tinha o meu filho comigo, para alem disso aquilo ele fez foi para mim estar a privar-me de comunicar com a única pessoa que realmente esteve ao meu lado todo aquele tempo.
Fiquei tão indignada que lhe dei uma estalada ele também não se ficou e retribuiu, discutimos imenso veio um vizinho nosso tentar acalmar as coisas, mas eu estava tão fora de mim que sai para a rua a gritar e chorar como uma alma perdida, as coisas la acalmaram e fui me deitar.
Na manha seguinte fui ao banco tentar levantar dinheiro, mas como já sabia o António havia levantado todo o nosso dinheiro, a esperança que tinha de ir de comboio ter com o Manuel foi por água abaixo, chamei um taxista da terra fui ao talho e tirei o pouco dinheiro que havia na caixa e tirei um cheque do livro de cheques que havia no talho. E fui de táxi para Lisboa, pelo caminho o senhor do táxi recebeu uma chamada, pedi-lhe que não disse-se para onde ia e quem levava pois provável seria que fosse o meu marido, ouvia-se tudo o que a pessoa dizia, tenho a certeza que aquela voz era do António, mas a pessoa que foi era aparentemente para fazer um serviço e ouvi dizer que o senhor não poderia fazer o serviço, e a pessoa disse que podia esperar ao qual o taxista respondeu que não podia, porque estava a caminho de Lisboa ia demorar a manhã toda. Quando o senhor desligou eu disse-lhe:
-Pedi-lhe tanto que não disse para onde ia!!!
A qual me respondeu:
-Era um serviço tive justificar porque não podia fazer!
Calei-me pois não podia dizer mais nada.
Estava ansiosa…
Já é tarde amanhã continuo mais um pouquinho, obrigada por seguirem este blog, espero pelos vossos comentários, beijinhos em vossos corações
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