15/02/13




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   Pensei que o meu destino seria voltar para Portugal, afinal estava sozinha, sem amigos, família  sem namorado, sem trabalho, com o dinheiro que tinha recebido tinha duas hipóteses  a primeira pagava a renda e podia ficar mais dois meses e ficava com pouco dinheiro que não daria para me sustentar por muito tempo, a segunda  seria comprar o bilhete para Portugal ficar em casa de um familiar e ai te

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ria algum dinheiro para dar para a comida durante algum tempo, não muito mas pelo menos a possibilidade passar dificuldades seria muito pouca. Resultado final iria ser o mesmo sem nada.
    Adivinhava-se um período mesmo difícil, não tinha muito tempo para tomar decisões. Num entanto o meu coração não parava de pensar no Daniel, apesar de tudo o que já havia passado com ele, sentia muito amor por ele, lembrava-me de algumas das conversas que havíamos tido, que me havia dito que não ia a Portugal há 3 anos, por isso não via o pai há três anos. Apesar do pouco dinheiro que tinha, já tinha decidido o que ia fazer.
    Logo pela manha, liguei a minha senhoria entreguei o quarto, explique a minha situação, disse-lhe que era melhor assim, não queria ficar a dever-lhe nada, ela foi muito minha amiga  teria poucos dias para sair.
   Depois liguei para o Daniel, pedi-lhe que nos encontrássemos num parque que eu gosto muito de ir. Quando nos encontramos disse-lhe que ia embora, que tinha pensado em lhe oferecer os bilhetes para ele ir ver o pai que na via há 3 anos e perguntei-lhe se aceitava, aceitou e fomos juntos de autocarro de volta para casa uma vez que ele não morava muito longe de mim. Quando chegamos na despedida foi inevitável, inconscientemente demos as mãos há saída do autocarro, pedi desculpa, ainda não me havia conformado com a nossa separação e afinal ainda o amava, ele riu-se  puxou-me e beijamo-nos. Depois ofereceu-se para me deixar a porta de casa. Quando chegamos despedimo-nos cada um foi para sua casa.
   Estava tudo confuso não sabia o que ia acontecer depois. Acabamos por marcar as passagens para iremos os dois juntos para Portugal, pediu-me que fosse com ele, aceitei. Antes de ir havíamos combinado que íamos juntos mas que ele depois regressaria ao estrangeiro e eu ficaria. 
  Comecei a preparar a minha chegada a Portugal, para isso teria de arranjar trabalho imediatamente. Fui num cibercafé comecei a pesquisar trabalho e depressa arranjei uma entrevista para o dia a seguir há minha chegada. 
   Os dias passaram a correr, depressa chegou o dia da Partida, estava extremamente ansiosa. 
   Finalmente solo Português, a única coisa que me deixava triste era continuar longe do meu filho, mas a possibilidade de poder ir mais vezes ter com o meu filho era maior, afinal não seria assim tão dispendioso quanto isso.
    Dia seguinte fui há entrevista e fiquei com o trabalho, ia ganhar a comissão num cabeleireiro não era mau de todo, era melhor que nada para começar.
    Estava contente, trabalho novo, cheirinho a Portugal o eco era diferente, estava perto do mar que tanto amo, amo o cheiro, a cor, a vista, a sua  imensidão, a sua bravura, amo tudo o que me faz sentir quando olho para ele, a energia que me dá, sinto-me feliz quando inspiro o cheirinho e sinto a brisa no meu rosto, hummmmmmm nem consigo descrever tudo o que o mar me dá e transmite é magico e pronto.
     Estava tudo a correr bem, mas depressa a minha vida se tornou num inferno. 
Um dia cheguei a casa e a mãe do Daniel ameaçou-me que ia contar ao Daniel que eu tinha dormido com o António quando estive cem Portugal pelo Natal, mas ela havida dito que foi o meu filho que lhe tinha dito, que ela tinha ligado para o António, que ele nem desmentiu nem confirmou, que lhe perguntou se ela tinha falado comigo, aparentemente ela disse-lhe que sim, ao que ele lhe respondeu:
 - Então se ela lhe disse que não, tem ai a resposta!!!
 Mas a mãe do Daniel queria que eu fala-se com ele e lhe conta-se, mas não havia nada para contar, mas ela insistia, antes que ela fosse contar mentiras ao Daniel, resolvi contar o que se tinha passado e que a mãe dele estava a ameaçar-me, infelizmente o Daniel  acreditava em tudo o que a mãe diz, e o Daniel exaltou-se comigo  e as coisas correram mal. Com medo corri para uma tasca ali perto, estava assustada e com medo que ele me bate-se, não seria a primeira vez, liguei para a GNR mas ele apanhou-me, logo por azar os senhores donos do café, foram para a cozinha e o Daniel entrou no café, deu-me um estalo, fiquei  exaltada gritei, fiz um drama descomunal, a GNR veio, ele queria por as minhas malas na Rua, não queria nada comigo, mais uma vez me vi na Rua, sem dinheiro, sem conhecer ninguém, sem nada. A GNR levou-me, apresentei queixa do Daniel, mas eu estava tão fora de mim, tão nervosa, que eles não me levaram a serio e aparentemente ainda perguntaram ao Daniel se eu era maluca, esta não era a primeira vez que alguém me chamava maluca. A GNR perguntou-me se conhecia alguém, disse que não,  perguntou-me se trabalhava, disse que sim e depois perguntou-me onde? Aquela dita cidade era tão pequena que o GNR conhecia a senhora para quem trabalhava e onde morava. Levou-me lá, podia ser que a senhora me empresta-se dinheiro para comer e para ter para onde ir, a senhora não tinha dinheiro consigo mas depressa se mostrou pronta a ajudar, mandou o senhor da GNR ir numa pensão lá perto para eu ficar, que ela ia depois pagar a conta e para me darem de comer, estava com muita vergonha, nunca tinha passado por humilhação tão grande, a pensão era tão velha que a torneira do quarto pingava, cheirava a mofo, não consegui dormir toda a noite. No outro dia fui trabalhar normalmente, vi-me a ser ajudada por gente boa, que me deu almoço, jantar, me levava a roupa para lavar, que sem me conhecerem, cuidaram bem de mim, ajudaram-me a arranjar um quarto em casa de uma senhora de idade com uma historia de vida de muito trabalho, uma querida a Senhora, alias todas as senhoras que me ajudaram foram uns amores comigo, já mais vou esquecer o que fizeram por mim. Num entanto a senhora para quem trabalhava, pediu-me desculpa mas eu não podia continuar a trabalhar lá, que a mãe do Daniel esteve lá, mas que não era por isso. Até hoje não sei o que ela lhe foi dizer, mas nada me tira da cabeça, que fiquei sem o trabalho por causa disso, mas andando, ela deu-me uns dias para arranjar trabalho antes de sair dali, ate me ajudou a encontrar trabalho.
   Bem agora tinha um quarto e tinha um trabalho novo, não tinha era experiência em trabalhar em café  quer dizer ter tinha mas não era muita. A Senhora do café era muito exigente, havia palavras ou bebidas como um abatanado que no norte chamamos de meia de leite que eu não conhecia, e a senhora indignava-se com isso, hoje riu-me mas na altura ficava danada por ela me tratar mal, mas não fazia por mal era feitio dela, trabalhava junto com uma senhora que me dava muito apoio e para eu ter calma , tinha uma voz doce, e depois a minha patroa também era minha amiga, tinha o meu ordenado e ainda me dava almoço e comida para levar para casa era um doce apesar de tudo. O Daniel e eu encontramo-nos para falar chorei muito. Mas mais uma vez mesmo depois de tudo acabamos por voltar, eu devia ter ter mais respeito por mim mesma mas enfim, o juízo era pouco. Umas palavras doces e umas lágrimas e eu mais uma vez cai nos braços dele. Depois ele também me levava comida, apesar de lhe dizer que não precisava da pena dele, disse-me que não fazia isso por pena que tinha pedido há mãe, e ela tinha feito para mim.
   Ele tinha de regressar ao estrangeiro, foi para se despedir de mim, mas disse-me que não conseguia ir-se embora e me deixar para trás, eu não podia voltar para o estrangeiro, não tinha como tão pouco, ele acabou por ficar em Portugal também.
    A Senhora a quem eu tinha alugado o quarto, era uma senhora muito conservadora, ainda daquele tempo que as senhoras namoravam há janela, não saiam a noite e entravam cedo em casa,  por isso criticava as modernices e controlava as minhas saídas, só depois de eu entrar em casa dormia descansada. Tenho saudades dela, era muito minha amiga, fizemos companhia uma a outra. De toda a maneira como qualquer rapariga jovem não gostava destes controles todos, arranjei outro sitio para onde ir, uns anexos com as condições necessárias para eu estar, não era nenhum luxo, era frio mas era melhor que nada…


                                                                                Nota: Depois continuo mais um pouco, custa-me imenso falar destes momentos tão difíceis e inimagináveis na minha vida, preciso de uma pausa...beijinhos em vosso corações, até breve… 

08/02/13


  NOTA: Depois de ter sido intimidada resolvi avançar, depois de muito pensar e de me informar as consequências do meu  acto de escrever este blogue não são nenhumas, eu assumo todos os meus actos e tudo o que aqui escrevo, se alguém se sentir lesado eu estou aqui para assumir e resolver as coisas, posso perder muita coisa mas ganho aqui assas para a minha liberdade de expressão.


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     As coisas estavam a correr bem para o meu ex-marido começar a estragar tudo, parecia que não podia me ver renascer de novo, mas infelizmente muita coisa começara a correr mal. 
      Estava há pouco tempo no estrangeiro,podia conhecer o Daniel bem, pois havíamos falado imenso na Internet. Um dia estava na cozinha e a irmã do Daniel fez-me uma pergunta, se eu sabia que o Daniel sonhava ter filhos e casar pela igreja, isto porque lhe havia dito que casei uma vez e que nunca mais voltava a casar, também podera depois da experiência que tinha acabado de ter , não era para menos , mas depois fez-me outra pergunta e essa sim me deixou a pensar onde me havia metido.Perguntara-me se o irmão havia-me contado que tinha sido toxicodependente; lembrei-me logo de um caso que conheci muito de perto, e sabia bem que não era fácil conviver com uma pessoa nessas condições, mas depois disse-me que já havia sido há três anos atrás, fiquei mais aliviada, mas isso explicava o facto de o Daniel beber imenso, pelo menos ao fim de semana apanhava sempre a bebedeira. Pusera-me a pensar porque é que o Daniel me haveria escondido tal coisa, resolvi falar com ele.
   Ele disse que sim que era verdade mas que depois falávamos sobre isso, tivemos a nossa primeira troca de palavras menos amorosa passados poucos dias e chamei-lhe bêbado, ele não gostou saiu chateado e resolveu sair. Passado um pouco ligou-me, pediu-me para ir ter com ele num café ali perto, onde costumava-mos ir beber café depois do jantar. Quando lá cheguei estava a beber, sentei-me, e ele começou a falar. Disse-me que preferia que lhe chama-se toxicodependente do que alcoólico, porque sentia que a droga ainda lhe corria no corpo, mas que o álcool não,nem se sentia alcoólico nem de longe nem de perto, fiquei sem saber o que dizer, lembrei-me de novo da situação que outrora conhecera, e lembrei-me de ter ido a umas das consultas que essa pessoa tivera, de a psicologia ter me dito que as pessoas toxicodependente depois de saírem da droga tem uma tendência de se refugiarem no álcool, que são pessoas obsessivas, possessivos que precisam de muita paciência, compreensão, etc... 
   Por mais que quisesse não sabia o que dizer ou fazer tão pouco, estava apaixonada por ele e não me passava pela cabeça deixa-lo por uma coisa que já havia acontecido há três anos atrás. Todo mundo tem direito a uma oportunidade, eu só estava magoada por não ter sido ele a me contar,estava a ama-lo mesmo que tivesse sido toxicodependente, passado é passado.
    Sempre que recebia  meu ordenado telefonava para falar com o meu filho, isto era todas as semanas.Quem atendia sempre o telefone era o meu ex-marido, por isso falava sempre com ele primeiro, um dia estava na cabine telefónica pertinho la de casa e o Daniel apareceu, mas quem mal não vê mal não pensa, e continuei a falar. Depois de ter desligado o telefone e sem ter falado com o meu filho, eu e o Daniel discutimos, acusou-me de gostar do meu ex-marido nem se quer percebia que lhe ligava para falar com o meu filho, nesse dia levei a primeira chapada do Daniel, fiquei apavorada, nunca ninguém me havia batido por estaremos a discutir. Saia a correr de casa e fui no cibercafe ligue para a minha mãe, ninguém atendeu, deixei mensagem de voz, como o Daniel me havia seguido e estava furioso comigo entrou no ciber e estava a falar comigo, estava me sentir ameaçada, a mensagem que havia deixado a minha mãe foi em francês para o Daniel não perceber, só conseguia ouvir a sua voz ameaçadora, não sabia o que devia fazer a seguir. Quando sai de lá o Daniel seguiu-me chamou-me nomes, etc...mas eu não tinha para onde ir tive de voltar para casa, não me sentia segura, também não conhecia ninguém, alias conhecia o Manuel, mas quando vim q para o estrangeiro, para o mesmo país  onde se encontrava o Manuel, eu contei ao Manuel que vinha para trabalhar e não lhe havia dito que tinha arranjado namorado novo, o que ia eu dizer se lhe liga-se ou se o visse na Internet, não sabia o que havia de fazer. No outro dia fui trabalhar, e havia uma cliente Portuguesa que lá ia que me deu o numero de uma senhora que tinha um quarto de casal para alugar ou ia dividir com a filha dela o quarto, até era mais barato mas preferia ficar no meu cantinho, liguei para a senhora combinei com ela e estava decidida a alugar-lhe o quarto, cheguei a casa fiz a minha mala e disse ao Daniel que estava tudo acabado que me ia embora, acusou-me de o ter usado para vir para o estrangeiro, agora que estava trabalhar que ia embora porque não precisava mais dele. Estava indignada pois não era verdade. Mesmo assim sai porta fora, ele veio ter comigo e perguntou se queria que me leva-se, eu disse que se não se importa-se agradecia, Ele levou-me, quando cheguei a casa da senhora fui ver os quartos e disse que ficava com o quarto de casal, o outro era demasiado pequeno para estar la mais uma pessoa.Vim a carrinha buscar as malas e o Daniel agarrou-se a mim a chorar,que me amava para o desculpar que na voltava a acontecer, comovera-me parecia tão sincero com as suas palavras doces, acabei por o perdoar, senti-me um pouco mal em dizer há senhora que  já não ia ficar. O pior era agora  chegar na casa da irmã dele, ter de falar com ela para la ficar outra vez, primeiro foi o Daniel, depois chamou-me e depois ouvimos os dois o que ela teve para dizer, eu entendi claro era a casa dela, calei-me e as coisas voltaram ao normal. O Daniel era muito ciumento, eu tinha trazido coisas minhas que guardava como recordação, quando ia no cibercafe falava com todos os meu amigos, isso incluía o Manuel, que apesar de teremos tido uma relação passageira, não impedia em nada seremos amigos, sempre nos tratamos bem,somos pessoas civilizadas, o Daniel não entendia isso, então um CD de fotos minhas e do Manuel desapareceu, assim como o meu video do casamento. Não posso acusar o Daniel de nada mas penso que tenha sido ele. O Daniel não gostava nada que fala-se com o Manuel.
    Mais tarde a irmã dele mudou de casa e nós também fomos. O Daniel pedira-me um filho e eu amava-o mesmo com o mau feitio dele e disse-lhe que sim.  Passado pouco tempo eu estava desconfiada do Daniel ter outra pessoa, não me deixava ver as conversas que tinha com as amigas no Cibercafé. Isto passou. Um dia vi um CD no nosso quarto que não tinha visto antes, a (ex-namorada); do Daniel ;era amiga da irmã dele e por isso tinha que ser civilizada, afinal eu era a namorada actual dele, não tinha razoes para ter ciumes apesar de saber que ele a amou imenso,isto ate ela vir falar comigo, ai as coisas mudaram de figura.Contara-me que o Daniel havia ido ter com ela buscar um CD (esse tal que eu nunca havia visto antes),  já nem me lembro mais o que ela me disse a seguir. Quando o Daniel chegou mostrei-lhe o CD confrontei-o com a verdade.Disse que não me tinha dito nada porque sabia que eu ia ficar com ciumes... quer dizer eu tive de deixar de falar com o Manuel porque ele tinha ciumes, eu tinha que levar com as mentiras dele e com ele a dar-se com a ex. Não me parecia justo. Passados uns dias fui no cibercafe, entrei na conta do mail dele, fiz-me passar por ele e uma amiga dele começou a falar, depressa percebi que ele lhe contara que a nossa relação não estava bem, etc... ela sabia de tudo, por isso ele não queria que lê-se as conversas que mantinha com as amigas dele,etc... quando chegou a casa já sabia que eu havia falado com a amiga dele, disse que não tinha esse direito, voltou-me a bater-me. 
    No outro dia no meu trabalho as minhas colegas perceberam que as coisas não estavam bem, falei com o meu patrão e contei-lhe o que se passava, pedi-lhe que me adianta-se dinheiro para alugar um quarto, e ele deu-me, mas também me disse que se voltasse para ele que não me ajudava mais.
   Telefonei para um numero que as minhas colegas me ajudaram a tirar de um jornal, liguei fui ver o quarto a casa limpinha gostei e fiquei com o quarto, sai de casa. O Daniel só me ameaçava que fazia que acontecia, etc...
   Os meus amigos de Portugal queriam que eu voltasse, que me ajudavam, mas ia para la fazer o que?! Sem trabalho sem nada ia viver do que, com a caridade dos meu amigos??!! Não me parecia bem e fui ficando. Contara também ao meu ex-marido o que se estava a passar,ele queria que eu voltasse que me ajudava, mas eu sabia bem o que ele queria, mas eu não estava disposta a voltar atrás nem me passava tal coisa pela cabeça, ele era pagina virada na minha vida, a única coisa que ele tinha era o meu filhote que me havia <>
    Eu e o Daniel não parávamos de trocar sms um ao outro, ele tinha um poder sobre mim que nem eu sei explicar a mim mesma, as suas palavras doces, as suas lágrimas e o amor que tinha por ele, levaram-me a perdoa-lo, mais uma vez. Depois disso tivemos muitas discussões, apanhei na cara muitas vezes, ia pisada para o trabalho e mentia, dizia que tinha caído, que me tinha sentido mal desmaiava e pronto assim justificava as negras.Numa dessas muitas vezes decidi fugir recebi o meu ordenado e fui de fuga para Franca, mas ao fim de 2 dias fiz um teste de gravidez que deu positivo, liguei para o Daniel ele tinha de saber    disto, tive de regressar. Andava contente apesar de tudo eu e o Daniel mais uma vez fizemos as pazes, mas essa felicidade depressa acabou, pois o teste estava errado e eu não estava nada gravida o período veio, pensei que eram hemorragias, mas não eu nem se quer tinha estado gravida, foi frustrante para mim,pois já era a segunda vez que um teste me traia, ainda dizem que não há coincidências na vida. 
   A mãe do Daniel veio cá e fomos a um jantar de convívio na casa da irmã do Daniel, o jantar nesse dia foi arroz de cabidela, feito pela sogra, estava uma delicia.Mas esse jantar não acabou da melhor maneira, o Daniel teve uma discussão enorme com a irmã  por causa de ela lhe pedir sempre para trazer os sacos do lixo e ele já estava tão farto que passou-se e disse o que entendeu, só sei que a discussão foi tão grande que quando ele veio para fora comigo, a irmã veio atrás de nó, acabei por levar role de P--- e ainda disse que só não me deitava debaixo do homem dela porque ele não queria , porque se quisesse eu ia, estava indignada e o Daniel defendeu-me acabamos por sair la de casa e fomos para o meu quarto, o Daniel passou lá a noite comigo. E noite após noite ele foi ficando, falei coma  minha senhoria pedi-lhe para ver se ele podia ficar la a morar comigo, não concordou logo porque o quarto não era muito grande mas que se fosse por pouco tempo até passava. Esse ano fui passar o Natal a Portugal, pois quando vim para o estrangeiro tinha comprado bilhete ida e volta  para uns meses depois, só para o caso de as coisas não correrem bem, estava contente porque ia ver o meu filho já não o via há uns meses estava  a morrer de saudades. Estive também uns dias na casa dos meus sogros com o meu filho que tinha crescido imenso e estava tão lindo, era um doce. A família do Daniel aceitaram bem o meu filhote estava deliciada.
    O tempo que lá estive em Portugal o Daniel parecia ter entrado em depressão e resolveu faltar ao trabalho, fiquei chateada pois como é que ia pagar a renda do quarto???!!!
      De volta ao estrangeiro. 
      Custou-me imenso ter de voltar mas tinha mesmo de ser,passou rápido o tempo, o que mais me custou neste regresso assim como muitos outros que se seguiram, eram as lágrimas de sofrimentos do meu filho cada vez que o deixava com o pai, e mais ainda por todas as coisas que o meu filhote me confidenciou, que havia passado nas mãos da madrasta e do pai. Mas como de todas as outras vezes mais uma vez não tinha provas que me ajudassem fosse no que fosse, e como se não basta-se tudo isto a minha situação não era a melhor para ter  meu filho comigo.
   Por causa de estar a ser vitima de violência domestica e também por não voltar para ele , o meu ex-marido  apressou-se a me acusar de abandonar o meu filho, de ser má mãe, de não dar pensão alimentar ao meu filho, de aparecer e desaparecer na vida do meu filho como queria e bem me apetecia, deixando assim o meu filho sobre stress e sem perceber o que se passava, entre muitas outras coisas. A verdade é que não dava pensão de alimentos, mas nunca abandonei o meu filho, e não nunca fui má mãe para o meu filho, não aparecia nunca sem avisar e sempre que ia ter com ele falava sempre com o meu filho, que manifestava a vontade de morar comigo...Mais uma vez não tinha como provar o acordo verbal que eu e o meu ex-marido havíamos feito quando vim para o estrangeiro, mais uma vez arranjou testemunhas para ir a tribunal depor contra mim e me acusar entre elas a minha irmã, nem queria acreditar. Destruiu-me por dentro, já não me bastava toda a trapalhada que estava metida ainda veio ele acabar com a pouca esperança que tinha, de um dia ter o meu filhote comigo.
    Passado pouco tempo do meu regresso ao estrangeiro, mais uma crise abalava a minha relação com o Daniel. Desta vez fui eu que disse o que não devia, deveria de ter vergonhas mas acho que já deve ter acontecido a muita gente por isso vou-vos contar. Estamos a ter uma noite de amor e o Daniel fez uma coisa que me levou a pensar no meu ex-marido, e  pensar mas por que raio tenho prazer nisto com o António e com o Daniel que amo não consigo, estava a ficar chateada ate que em vez de gritar Daniel não facas isso, saiu-me António...tive logo a noção que o que  tinha acabado de dizer fora grave...o Daniel entrou logo em parafuso comigo, não era para menos, nem eu ia gostar se fosse ao contrario e não gostei nada de me ver naquela embrulhada, acusou-me de traição etc... mais um caos, mais não sei quantos dias que o Daniel não foi trabalhar, desabafei com a mãe do Daniel, disse-lhe que não havia feito para o magoar, mas aconteceu pensar aquilo naquele momento e que o Daniel agora não me falava , não saia de casa, não ia trabalhar etc... isso foi outra discussão entre mim e o Daniel... que eu devia ter vergonha na cara de ter ido contar essas coisas a mãe dele etc... eu não estava a saber lidar com aquilo.... para ajudar mais ainda, fui falar com o patrão dele para não o despedir que ele não estava bem etc... mais outra bronca, eram umas atrás das outras, acabamos por acabar tudo, ele voltou para a casa da irmã dele. 
   Quando chegasse ao final do mês eu não tinha como pagar a renda o Daniel tinha faltado imenso eu tinha ido de ferias não remuneradas porque não estava a contrato, estava metida numa bela alhada, como se não chega-se fui despedida, o meu patrão não estava contente comigo, mas também não me disse nada, isto porque lhe havia pedido que me paga-se ferias como se tivesse contrato,quando cheguei ao fim de uma semana de trabalho, chegou-se com dois envelopes, num envelope tinha o dinheiro da semana de trabalho e o dinheiro de subsidio das ferias e no outro tinha a minha carta de despedimento. Não podia ser pior....



                                                      Bem, já é tarde vou descansar,porque nunca é demais agradeço-vos mais uma vez a  presença no meu blogue, beijinhos em vossos corações, até amanha.

04/02/13





Bom dia caros leitores

   Venho por este meio informar-vos, que por ter sido ameaçada esta manhã, o meu blog vai estar temporariamente parado, mas continuarei a escrever a minha história, embora não a publique aqui, pelo menos para já,  mas fica aqui a promessa que acabarei por vos contar o resto da minha historia. ninguém me irá calar, já bastou todos estes anos a ser chamada de maluca e a porem a minha auto estima lá em baixo assim como a minha dignidade. 
   Aguardem noticias minhas, em breve e mais depressa do que possam imaginar estarei de volta para acabar o que só agora comecei.
   Obrigada a vocês por me seguirem, em menos de numa semana o meu blog foi visto 348 vezes, muito obrigada.


                                                                                                                    Beijinhos em vossos corações
                                                                                                                                   Até breve

                                                  

03/02/13




  Dias depois o Vitorino veio reinstalar o meu computador, como havia prometido. Estivemos há conversa, havia perdido toda a confiança que tinha nele, mas não conseguia odiá-lo pelo que havia feito; mas não confiava nele o suficiente para continuaremos uma amizade; ainda falamos pela Internet algumas vezes para ver se conseguia gravar alguma conversa que os denuncia-se mas ele era mais esperto do que eu, dizia que se quiser conversar que falava comigo pessoalmente, mas não pelo computador. Escusado será dizer que não levei nada dali, que tinha de me limitar a saber tudo o que sabia sem ter provas que me ajudassem, fosse no que fosse. Mas não ficava por aqui…
    Nessa mesma altura fui chamada pelo diretor do centro de formação, eu só pensava para as coisas ficarem pior só me falta agora ser expulsa por faltas. Assim que entrei no escritório do diretor, chamou-me faltista perguntou-me se queria acabar o curso, porque podia chumbar pelas faltas que havia dado até ali. Comecei a chorar pois já não tinha mais por onde me agarrar, eram muitas coisas a acontecer na minha vida  e eu sinceramente já não estava munida para tanta desgraça,  por mais que eu não quisesse e andasse sempre com um sorriso já não conseguia mais esconder o que sentia. O diretor pediu-me para me acalmar e disse-me, que ele já sabia o que se estava a passar, que me podia ajudar, só que para isso, não podia faltar mais; prometi e jurei a mim mesma que nem que tivesse de ir a pé, que não faltaria mais, e tive uma grande amiga, professores que nunca mais vou esquecer na vida, pois sempre que não tinha transporte, ligavam-me e a meio das aulas com a permissão dos professores saia da aula e lá ia ela me buscar, um amor, não era qualquer pessoa que o faria. 
  Poucos dias antes da data do meu divorcio o Manuel viria de novo a Portugal, fui ter com ele estava com muitas saudades do seu miminho, estava precisar de carregar as baterias, foi muito bom estar nos braços dele e sentir que tinha alguém. Ele queria que fosse embora com ele, pois assim não era vida longe um do outro, mas como eu sabia das outras relações que ele mantinha com as outras mulheres, não sentia que fosse uma boa opção ir embora com ele, era bom assim sem compromisso, também tinha acabo de sair de uma relação, já estar a meter-me a viver com alguém não me parecia opção. O Manuel disse que se não fosse, também não podíamos manter uma relação a distância. Mas a conversa ficou por ali. Fomos para a cama, sem pensar nas consequências do que poderia vir dali, tivemos uma noite tórrida, e pouco dormi, no outro dia tinha de me levantar bem cedo, pois tinha uma longa distância para percorrer e tinha de estar bem cedo no registo civil para assinar os papéis do divórcio. Dormi a noite toda bem agarradinha ao Manuel, mas de madrugada quando acordei tive um pressentimento estranho, olhei para o Manuel como se aquela fosse a nossa ultima vez juntos, deu-me um beijo e um abraço e pus-me a caminho do meu destino. Fui o caminho todo a pensar no meu casamento com António, no que tínhamos vivido e conseguido os sete anos que passamos juntos. Passou-me pela cabeça chegar no registo e dizer-lhe que não queria mais o divórcio, mas eu não devia estar boa da cabeça, só podia; depois de tudo o que ele me tinha feito e que eu já havia passado, como é que eu podia pensar em voltar atrás???!!! Mas assim que cheguei ao registo e ele disse uma coisa qualquer, que já nem me lembro, pensei como é que podes-te alguma vez pensar em voltar para ele. Fomos assinar os papeis, estava finalmente estava livre…
    Eu e o Manuel também fomos deixando de falar ainda nos vimos mais uma vez, fui eu ter com ele ao estrangeiro, passamos um fim de semana maravilhoso, mas esse foi o ultimo fim de semana para nós, fomos civilizados e resolvemos ficar apenas amigos, falamos pela Internet como e apenas bons amigos. Eu e o meu ex-marido, já depois do divorcio, quando as coisas acalmaram, ainda saímos e rebolamos os dois, mas estava muito magoada com o que ele me fez e ele também estava magoado por eu ter arranjado logo outra pessoa, por isso as coisas não devam mais. Pouco tempo antes de acabar o meu curso tive um acidente com o meu carro, precisava do carro para poder ir para o curso e para quando arranja-se trabalho ir trabalhar, mas as finanças eram muito más, nem trabalho ainda tinha, mandei arranjar o carro na esperança de arranjar logo trabalho. Finalmente o curso chegara ao fim, passei com uma nota baixíssima pelas faltas que fiz ao longo do curso. Nesse dia liguei ao meu ex-marido e disse-lhe:

   -Diz ao teu pai que passei no curso, afinal as previsões da vidente, que não ia conseguir chegar ao fim estavam erradas, esta foi a primeira estalada que vos dei, muitas outras estarão por vir.

  Ele não gostou muito mas paciência.
  Pensei que todos os maus momentos tinham acabado na minha vida, mas estava enganada.
  O curso acabou e arranjei logo trabalho, mas só la trabalhei um mês, eles queriam alguém com muita experiência, e eu ainda não tinha, depois arranjei um trabalho num outro cabeleireiro, mas as promessas foram muitas, ainda fui amiga dessa senhora, porque como comecei a passar dificuldades  tive de entregar o apartamento onde estava, como ela andava á procura  de casa falei com o meu senhorio e ela ficou com o apartamento, ela  não teve respeito nenhum pela minha pessoa não vi um tostão e ainda fiquei com fama  de lhe andar a roubar, fiquei revoltada, ainda por cima levei uma chapada da mulher a frente do meu filho, uma desgraça.  
    Eu tinha conhecido outro rapaz na Internet, ele ligava-me e falávamos imenso, por ironia do destino estava no mesmo pais que o Manuel e que eu disse que nunca ia viver.
    Como estávamos a gostar um do outro e eu estava a passar dificuldades, ele propôs me ir morar para ao pé dele, não aceitei logo, ainda tentei procurar ajuda a ver se conseguia uma casa da câmara, também fui na segurança social pedir ajuda, até ao padre da freguesia  fui ver se me podia ajudar de alguma forma, e nada , todas as portas possíveis e imaginaria estavam agora fechadas.  
  Não me restava outra solução a não ser aceitar a ajuda do Daniel. 
 Falei com o meu ex-marido expôs-lhe a situação, pedi-lhe que deixa-se o menino vir comigo, respondera-me que não deixava, pelo menos até eu ter trabalho, até lá que ele ficava com o menino para eu me orientar e quando eu tivesse onde ficar, então depois disso que me mandava o menino. Confiei nele, devo confessar que não sei o que tinha na cabeça para ter feito tal coisa, depois de tudo o que ele me havia-me feito. Mas enfim, confiei e pronto. 
   Apesar de tudo, estava contente ia embora e arranjar trabalho e começar uma nova vida ao lado de alguém que me parecia doce, compreensivo, etc...
   Rumei ate ao meu novo destino, chorei horas a fio, custou-me  imenso ter de me despedir do meu filho que amava com todas as minhas forças, mas se não fizesse aquilo nunca ia conseguir estar com ele, a não ser que voltasse para o pai dele e isso estava fora de questão.
     Num novo pais com um novo amor, longe das pessoas que me tinham feito tanto mal e infelizmente longe do ser que mais amo neste mundo, vivi dias muito intensos.
    Fiquei a viver com o Daniel em casa da irmã dele, ao fim de uma semana de estar no meu novo destino arranjei trabalho estava contente, este podia ser o inicio de ter o meu filho comigo mais rápido do que podia pensar, mas enquanto esse dia não chegava parecia que estava a ficar louca com tanta saudade. Tinha dias que ia na rua e parecia que ouvia aquela  voz doce do meu filho a chamar-me … mãe, mãe… quando olhava para trás não via ninguém entrava num choro compulsivo, á noite quando já todo mundo dormia, chorava muito com as saudades do meu filhote, não havia meio de chegar o dia que vinha morar comigo.
    Ao fim de duas semanas  de estar no meu novo trabalho fui convidada a entrar em full time, estava super feliz. Liguei ao meu ex-marido e contei-lhe que estaria já a trabalhar a full time que em breve podia arranjar casa e podia trazer o menino, começou ai um novo pesadelo…

Obrigada uma vez mais por seguirem  a linha da minha vida e  me deixarem partilhar convosco a minha história beijinhos em vossos corações até amanhã  


   Cada vez mais perto do aeroporto para ver o homem pelo qual parecia estar a apaixonar-me (ou não !!) o meu coração estava a bater mais depressa, sentia borboletas no estômago, vontade de rir, coisa que ultimamente era tão raro.
     Duas horas e meia de viagem, finalmente chegara ao aeroporto, já estava atrasada....quando entrei no aeroporto parecia estar a viver um sonho, um conto de fadas.
     Quando o Manuel me viu dirigiu-se a mim agarrou-me e beijou-me delicadamente, beijava tão bem, tinha uns lábios macios, cheirava bem, era alto robusto, sentia-me segura, finalmente.
     Dirigimo-nos de volta ao táxi e rumamos a um miradouro perto da cada dele, depois disso o taxista foi á vida dele. A partir dali estávamos enfim sós. O miradouro tinha uma vista maravilhosa era um sitio lindo, depois fomos para casa dele, toda eu tremia afinal era a primeira vez que estaríamos juntos, ele já era um homem muito experiente, eu só tinha tido o meu marido mais ninguém. Mas ele foi compreensivo meigo e doce, tratou-me tão bem. Todo o nervosismo havia passado. contei-lhe que não tinha forma de voltar para casa, ele disse para não me preocupar, fomos almoçar a casa da família dele, apresentou-me e fui muito bem recebida, chegou-se a noite, levou-me na estação e pagou-me o bilhete de comboio e voltei para casa. Passados uns dias foi o natal, o meu carro estava de volta em casa, agarrei no carro e fui até á praia, estava sozinha não tinha ninguém, chorei muito, não sabia onde o meu filho ia passar o natal nem como, não sabia se estava bem, a única coisa que sabia é que a minha irmã ia estar com ele. Mas a minha irmã estava do lado do meu marido. Enfim, passou o natal e eu tive uma consulta no ginecologista, o meu marido quis ir comigo para ter a certeza que o dinheiro que não era para mais nada a não ser para a consulta, eu não me importei, mas nesse dia alguém me alertou que o meu marido queria me matar, a mim e ao Manuel, porque se não era dele não seria de mais ninguém, e que o irmão dele lhe tinha dado uma arma, nessa tarde estava em casa sozinha, procurei cada canto da casa, até que encontrei uma espingarda guardada no guarda-fatos dele, apressei-me a esconde-la na garagem, junto com umas decorações de natal, lá eu sabia que ele não iria mexer. Chegara o final de tarde fui tomar banho, estava nervosa depois liguei ao Manuel e contei-lhe o que se tinha passado, ele disse para eu ter calma, para ver se arranjava maneira de ir ter com ele, mas sem dinheiro era impossível. Fui na consulta, o meu marido chegou, esperou um pouco no consultório para ter a certeza que eu ia a consulta, mas disse-me olha não posso esperar tenho uma coisa para fazer por isso toma o dinheiro e foi embora, eu vi-me com o dinheiro na mão, lembrei-me do que o Manuel me tinha dito, sai porta fora do consultório e fui para a estação de comboio, tremia muito estava a sentir-me seguida. Comprei o bilhete liguei ao Manuel e disse-lhe que já estava no comboio, ele disse que depois ia ter comigo para me ir buscar. 
   De repente e já dentro do comboio vejo a GNR, entraram no comboio e vi o meu marido com o comandante, presumi logo que era para mim, levantei-me e disse:

  -Presumo que estejam a minha procura?
  -Sim estamos!! a senhora tem de nos acompanhar!!
  -Desculpe? Tem algum mandato de captura? cometi algum crime?

O senhor riu-se com um sorriso irónico, até parecia que estava a gozar comigo, olhei pela janela e o meu marido estava a rir-se bem disposto sereno. Depois veio a resposta do Senhor:

  -Na realidade não, mas temos um senhor que a acusa de roubar uma espingarda!
  
Respondi:

  -Não roubei nada, a espingarda do sr. António está na garagem da nossa casa, dentro de uma caixa numa prateleira por cima das maquinas, escondia porque recebi uma chamada a dizer que o Sr. António queria matar,  a mim e ao Manuel!!! Por razões de segurança não vou convosco, se mas a arma esta nesse sitio que vos disse. Os senhores saíram do comboio e o comboio partiu, não imaginam o alivio que foi para mim ver aquele comboio a andar. Quando cheguei no meu destino o Manuel não estava a minha espera, presumi que estaria atrasado então esperei , passaram-se quarenta e cinco minutos e nada, resolvi gastar os poucos trocos que tinha comigo para lhe ligar, o telefone tocou tocou e nada de atender. Comecei a pensar que me teria deixado plantada, afinal quem é que quereria estar com uma pessoa com tantos problemas como eu???!!! Mas ao fim de uma hora lá ele apareceu, pediu-me mil desculpas mas tinha um problema no carro que teríamos de resolver os dois, perguntei-lhe o quê, pois já tinha tantos problemas mais um não sei se ia aguentar!?? Ele disse-me que a Natércia não aceitava o fim da relação deles, e que e o procurou para falarem mas que não queria sair do carro, por essa razão chegou atrasado, para não me deixar mais tempo ali que teve de a trazer com ele. Foi uma cena que enfim, disse-lhe que tudo bem que eu ia também não teria grande escolha, mas que não seria eu a ter de resolver nada. Levou-nos para uma sitio qualquer e eu sai do carro para os deixar falar e resolver o que fosse que tivessem para resolver, ele veio ter comigo e disse para ir para dentro do carro estava frio, perguntei se a Natércia iria continuar com ele, respondeu-me que não.  Quando dou conta estávamos todos os três sentados na mesa de um café qualquer, ela insistia que não o deixava e eu estava ali a levar com aquilo tudo. Eu disse-lhe que eu não ia impor a minha presença que me levassem de volta há estação. O Manuel não me quis levar a lado nenhum e propôs que dormíssemos juntos e passaremos o ano os três juntos, respondo logo:

  -Só podes estar a brincar comigo?

A Natércia também não aceitou, mas viu que não ia a lado nenhum, que só lhe restava ir embora. Finalmente sós, estava exausta já era tarde, fomos para casa. Vivemos uns dias intensos, ternos, cheios de simbologia, até hoje guardo na memória todos esses momentos, mas o Manuel teria de voltar ao destino dele e eu ao meu. De volta há realidade.
  Chegou o dia da reunião do meu divórcio, quando entrei na sala com a minha advogada lá estava o meu marido com o advogado. A reunião foi tudo menos amigável, o advogado do meu marido acusou-me de adultério, mas que raio era adultério??? Era mesmo ingénua, a minha advogada perguntou se era verdade? Eu perguntei-lhe o que isso era? Perguntou-me se eu andava com alguém? Disse-lhe que sim mas que eu já não estava com o meu ainda marido e achava que podia ter namorado que isso não tinha mal algum. Infelizmente isso era adultério porque ainda era casada, então disse:

  - Mas então se isso é adultério, o meu ainda marido também cometeu?

Perguntou-me:

  - Tem provas?
  -Não.

Mas ao contrario de mim, as ameaças que o António outrora fizera afinal eram mesmo verdade, o advogado  dele tinha em seu poder fotos e conversas inteiras que eu e o Manuel tivéramos na Internet. Nem queria acreditar que ele tinha invadido a minha privacidade, e que me expôs daquela maneira, para ele era um vale tudo, mas não para mim eu só queria o divorcio e a guarda do meu filho, ele podia ficar como talho a casa eu não queria nada, propôs-me algum dinheiro muito pouco ficava com o meu carro e levava alguns moveis de casa, se não aceita-se íamos para o divorcio litigioso e ai ficava sem nada por ter cometido adultério, como eu não queria nada, para mim tanto se me dava, aceitei as condições, mas fiquei revoltada pois ele também cometeu adultério, eu não tinha dinheiro nem para arranjar as provas que precisava, fiquei com a má fama e ele com o proveito todo. Assim que ele pós o dinheiro na minha conta arrendei apartamento sai de casa levei alguns moveis e tive o meu filho de volta. Parecia que as coisas estavam a compor-se. Mas no dia em que me mudei para o apartamento uma das pessoas que tinha conhecido a pouco tempo e se juntara ao meu grupo de amigos, ofereceu-se para me ajudar na mudança mais um primo meu. Nesse dia essa rapaz, também ele divorciado e pai de um filho, apanhou uma grande bebedeira, trancou-se na casa de banho e chorava como uma criança. Bati na porta e perguntei-lhe se ele estava bem, mas ele só chorava, mas chorava tanto que dava dó. Quando saiu da casa de banho, disse-me que eu não merecia  a sua amizade, e eu a pensar com os meus botões:

  -A bebedeira é f.....!!!

Como ele não parava de dizer que eu não merecia a amizade dele, perguntei-lhe:

- Já agora podes dizer porque?

Ao que ele me contou, que se eu não tinha levado nada do meu casamento foi por culpa dele. Eu ri-me pois aquilo para mim não estava a fazer sentido, ele estava mesmo bêbado não sabia o que estava para ali a dizer. Ele continuou, disse que o meu ainda marido tinha-lhe pago e que um dia o levou lá a casa para ele me instalar um programa qualquer no meu computador, com esse programa ele tinha acesso vinte e quatro horas por dia ao meu computador, que ele viu tudo o que eu e o Manuel falamos e fizemos na Internet, fiquei de rastos, não acreditava no que tinha acabado de ouvir!!!!Estava em choque, ele só me pedia desculpa e para o perdoar, porque ele só agora tinha percebido que o que o meu ainda marido lhe havia contado era mentira e que se arrependera de tal ação. Mas não teria sido tarde se ele quisesse contar a verdade á minha advogada e fosse depor a meu favor em tribunal, assim podia acusar o meu ainda marido de invasão de privacidade, difamação entre outras coisas, mas ele recusou-se, disse que tinha um filho para criar, que não queria ser preso porque o que ele havia feito era crime. Perguntei-lhe quanto o António lhe havia pago, disse-me que foram quinhentos euros, suponho que foi mais mas enfim, disse-lhe que não podia ser mais amiga dele pois aproximou-se de mim, fez-se meu amigo, inseriu-se no meu grupo de amigos e na volta era inimigo!!! Perguntei-lhe se ainda tinha o programa no meu computador, respondeu-me que sim, mas que só reinstalando o computador de novo o poderia tirar, não sabia se podia confiar nele pois tinha me apunhalado, mas pedi-lhe que fosse lá instalar tudo de novo e pedi que saísse da minha casa, disse-me que ia  e que outro dia voltava para fazer o que lhe havia pedido.
   Estava confusa era muita coisa na minha cabeça e ainda estava longe do fim… 

                                                                                                Bem, amanhã cá voltarei para continuar esta longa jornada, cá espero pelos vossos comentários , beijinhos em vossos corações 

02/02/13





  Vou começar a escrever a parte mais difícil do meu do meu blog, aquela que causou mais polémica durante o meu processo de divórcio, aquela que pode causar em vocês mais espanto aquela que nem eu sei que reação pode trazer da vossa parte, de toda a maneira espero que sejam sensatos e entendam o meu lado, está-me a custar imenso, durante o dia já chorei algumas lágrimas , não é que me envergonhe mas é intimo demais para expor assim, de uma forma simples, estou a encher-me de coragem… ;'/    uffff vamos lá então!!!


  Não estava disposta a voltar atrás, como tinha dito, o Manuel também estava com problemas, nós falávamos de tudo já nos conhecíamos muito bem, eu sabia que a Natércia não era a única mulher na sua vida, que era um mulherengo e começamos a ficar íntimos demais, eu estava frágil e mais sensível e agradava-me os elogios que me fazia, parecia gostar de mim e eu precisava de sentir isso mesmo. Estava a precisar de me agarrar a alguma coisa para conseguir ultrapassar este momentos difícil em minha vida, precisava de carinho, palavras de apoio e o Manuel dava-me tudo isso. Ele disse-me que pensa-se bem antes de me separar do meu marido, que espera-se mais algum tempo, que acaba-se o meu curso e que tira-se outra formação.
  Certo é que eu pensei e falei com o meu marido, disse-lhe que queria ficar um tempo sozinha, alugava-se uma casa perto de uma praia só precisava de tempo. Ele não concordou, disse-me que precisava era de uma psicólogo, concordei pois também me sentia sensível e talvez precisa-se mesmo. Na altura também levamos o nosso filhote a um psicólogo, porque tínhamos um cão que morreu e desde esse dia o menino também não andava bem. Na primeira consulta que eu tive o meu marido foi comigo, a psicóloga não quis que estivéssemos na consulta juntos e mandou-o sair. Ele saiu depois de dizer o que ele pensava. 
   A psicóloga fez-me muitas perguntas, umas delas foi se a causa do meu divórcio seria o Manuel? Disse-lhe que não, pois eu já tinha pedido o divórcio antes de conhecer o Manuel e que o António sabia muito bem, que desde que aconteceu aquela historia de poder estar grávida e afinal não estar, eu já o teria ameaçado varias vezes com o divórcio, pois apesar de as coisas se ter composto, aquilo que tinha acontecido para mim foi devastador, principalmente depois de ele me ter dito, que se eu estivesse mesmo grávida naquela altura, que nem que ele me atropela-se mas que aquele bebé nunca iria nascer.
   Algumas semanas depois, as coisas que o meu marido andava a fazer começaram a revelar-se, eu nem queria acreditar no que estava a acontecer!!! 
   A minha psicóloga disse-me para eu ter cuidado com o meu marido, que ele havia ido no consultório pedir-lhe que lhe conta-se tudo o que eu haveria dito na consulta, que eu havia tido com ela, pediu-me desculpa mas que por sigilo profissional que não poderia fazer, e que lhe pedira delicadamente para começar a ter consultas com uma colega dela, pois não poderia ser mais psicóloga dele, que era minha psicóloga mas que dos dois não seria mais. 
  Eu depois disto ainda me sentia mais sozinha, a única pessoa com quem falava era o Manuel pois a minha amiga Maria também não falava comigo e eu nem sonhava o porque, sempre que me aproximava dela ela fugia. Tudo a minha volta era estranho.
  Eu e o António fomos há nossa advogada e pusemos os papeis de divorcio, era suposto ser divorcio amigável… 
  Eu sentia que já era livre, que não devia qualquer explicação ao António.
  Eu e o Manuel começamos a ficar mas íntimos e acabamos por mostrar nossos corpos através da Internet  e a ter conversas mais intimas, conversávamos do que gostávamos e não gostávamos. Apesar de não ser uma coisa física, mas sim virtual, eu sentia que o Manuel me desejava muito e eu desejava-o. Depois da asneira feita, sentia um pouco de vergonha pois afinal só o conhecia pela Internet nunca haveria estado com ele pessoalmente, muito embora fosse de sua vontade e minha também, mas a distância que havia entre nós era brutal. Num entanto tudo o que fazia era apenas e só virtual. Agarrei-me ao Manuel como se fosse a única coisa que tinha para além do meu filhote. 
    Passado isto, o António começou-me a ameaçar, dizia que sabia tudo o que eu fazia e dizia na Internet ao Manuel, sabia de todos os meus planos para eu ter cuidado com o que andava a fazer.
    No centro de formação eu já era foco das atenções, fui chamada há atenção que o meu nome vinha no jornal da cidade, parece que dizia que o meu marido só se responsabilizava pelas minhas dívidas, até a um certo dia de determinado mês. Fiquei chocada, pois ele sabia tão bem quanto eu que não havia dívidas. Estava fula da minha vida. Fiquei calada não sabia o que dizer ou fazer. 
   Numa das tentativas de reconciliação, nos tínhamos ido a uma loja de roupa, comprar umas roupas para mim, quando chegou a hora ele disse para não pagar com o cartão de uma conta que tínhamos em comum, para passar antes um cheque de uma outra conta que ele depois no inicio da semana punha lá o dinheiro,  parva eu fiz o que ele me havia dito. Recebo uma chamada do banco a dizer que o cheque tinha batido careca, fiquei sem chão. Liguei para o António ele disse que se havia esquecido e depois foi la por o dinheiro, aquilo passou.
   Chegou o mês de Natal, nesse mês o Manuel vinha a Portugal, combinamos estar juntos e conhecermos nos pessoalmente. 
   Uns dias antes de o Manuel chegar o meu Marido desapareceu com o nosso filho, estava angustiada, como se não basta-se tirou todo o dinheiro das nossas contas e roubou-me o carro. Chorava imenso não tinha apoio de ninguém, tudo me tinha virado costas. A Maria, veio ter comigo, contara-me a razão pela qual não me falou durante todo aquele tempo, o meu marido havia-lhe pedido que lhe conta-se tudo o que ela sabia, oferecera-lhe dinheiro em troca, que lhe pagava até estadia e um curso novo no Porto, para ela abandonar a formação e aliar-se a ele, assim como fizera com a Maria, fizera com as restantes colegas da minha formação, para alem que foi falar com as psicólogas da formação, pedir que me expulsassem da formação que eu estava louca. Eu não acreditava em tanta informação que acabara de receber. Como devem calcular todas estas pessoas recusaram fazer o que ele havia pedido. A Maria afastou-se de mim, aconselhada pelas psicólogas. As professoras começaram a falar comigo sobre o assunto, o António convencera todo o mundo, que o que estava a acontecer seria culpa do Manuel, que se o Manuel não tivesse aparecido eu e ele estaríamos bem. Tudo mentira, o Manuel nada tinha a haver com esta história. Telefonei a nossa advogada, para informar que o meu filho teria sido levado pelo meu marido, ela informou-me que havia sido contactada pelo advogado do meu marido para o processo de divorcio, estava tudo errado nos tínhamos combinado divorcio amigável, porque é que ele me estava a fazer tanto mal? Depois ainda me disse que não podia nada em relação ao menino porque a guarda do menino era dos dois, mas que podia ligar a GNR e ir com eles aonde eu pensava que o menino estava, resolvi fazer isso. Fui ao talho roubei a chave da carrinha de carregar o gado e fui ate a terra dos pais dele. Já lá na terrinha Telefonei a GNR e eles foram comigo. Quando cheguei a casa dos meus sogros, a GNR entrou e pediu aos meus sogros que me entregassem o menino, mas os meus sogros não entregaram o menino alegando que só o entregavam há pessoa que havia deixado lá o menino, que até ordens em contrario não o entregavam. Como eu não levava um mandado do juiz a GNR nada pode fazer, vim de mãos vazias e de coração partido, pois o meu sogro arrancou-me o menino das mãos e o menino ficou aos gritos. Chorei muito a pessoa que mais amava estava sofrer com isto tudo, e eu não podia estar ao lado dele , o meu amado filho. no dia seguinte liguei á advogada, ela disse para eu ter calma e esperar uns dias, eu fiquei nervosa mas tive de me resignar a minha pouca sorte e fazer o que ela me dizia.
   No outro dia chegava o Manuel, tínhamos combinado no aeroporto de Lisboa mas eu não tinha o carro e muito menos dinheiro, não sabia como fazer, queria tanto sentir um ombro amigo, um carinho queria muito estar com ele que havia sido o meu confidente, o meu suporte aquele tempo todo. Chegara-se a noite e o meu marido havia chegado furioso, entrou pelo meu quarto dentro e partiu-me a box Internet. Nesse dia tirou-me do serio, não podia falar com o Manuel a dizer que não ia, não tinha o meu filho comigo, para alem disso aquilo ele fez foi para mim estar a privar-me de comunicar com a única pessoa que realmente esteve ao meu lado todo aquele tempo.
   Fiquei tão indignada que lhe dei uma estalada ele também não se ficou e retribuiu, discutimos imenso veio um vizinho nosso tentar acalmar as coisas, mas eu estava tão fora de mim que sai para a rua a gritar e chorar como uma alma perdida, as coisas la acalmaram e fui me deitar. 
   Na manha seguinte fui ao banco tentar levantar dinheiro, mas como já sabia o António havia levantado todo o nosso dinheiro, a esperança que tinha de ir de comboio ter com o Manuel foi por água abaixo, chamei um taxista da terra fui ao talho e tirei o pouco dinheiro que havia na caixa e tirei um cheque do livro de cheques que havia no talho. E fui de táxi para Lisboa, pelo caminho o senhor do táxi recebeu uma chamada, pedi-lhe que não disse-se para onde ia e quem levava pois provável seria que fosse o meu marido, ouvia-se tudo o que a pessoa dizia, tenho a  certeza que aquela voz era do António, mas a pessoa que foi era aparentemente para fazer um serviço  e ouvi dizer que o senhor não poderia fazer o serviço, e a pessoa disse que podia esperar ao qual o taxista respondeu que não podia, porque estava a caminho de Lisboa ia demorar a manhã toda. Quando o senhor desligou eu disse-lhe:

 -Pedi-lhe tanto que não disse para onde ia!!!

A qual me respondeu:

-Era um serviço tive justificar porque não podia fazer!

Calei-me pois não podia dizer mais nada.
Estava ansiosa…


                                                           Já é tarde amanhã continuo mais um pouquinho, obrigada por seguirem este blog, espero pelos vossos comentários, beijinhos em vossos corações