26/03/13




  O Daniel não sabia se me podia ir ou não buscar-me ao trabalho, tinha ido para fora nesse dia, e tinha levado com ele o tal amigo com quem não me dava muito bem. 
   A noticia que tinha para lhe dar não era noticia que se desse por telefone, o Daniel la conseguiu ir-me buscar como lhe havia pedido. Passei a tarde toda a pensar como que ia dar a noticia, afinal era a noticia que já esperávamos há tanto tempo, mas por outro lado também já tínhamos feito outros planos não sabia como ele iria reagir, mas como ele me tinha pedido tanto e como durante tanto tempo esperamos por esse rebento, que esperava que ele ficasse eufórico e até mesmo desse gritos de alegria, quando chegou ao pé de mim dei-lhe o teste para a mão, ele olhou para o teste e sorriu para mim e chamou-me palhaça , como as vezes me chamava, mas no bom sentido, trocamos um beijinho, mas não foi aquela alegria que esperava, depois mais tarde disse que estava chateado porque devia ter feito o teste com ele, depois fiz outro teste para ele não pensar que eu lhe estava a mentir, mas acho que já não era relevante. 
   No meu trabalho a minha patroa e a minha colega de trabalho estavam a tentar engravidar e por isso ela tinha me contratado, para o caso de uma das duas ficar gravida eu cobrir o lugar, logo para azar delas quem engravidou fui eu, e para meu azar ela despediu-me porque gravida não lhes servia para o propósito que me tinham contratado. Trabalhava mais esse fim de semana e ficava por ali.
  O Daniel gostava de sair, de ir ao café beber um ou uns copos, eu já não ia com ele, pois já tinha medo, cada vez que saiamos os ciumes dele estragavam sempre a noite e por isso eu preferia ficar em casa, mesmo assim as vezes a noite acabava mal, e essa foi mais uma entre tantas outras. 
   Sábado foi o meu ultimo dia de trabalho, chegou o final do dia e a patroa pagou-me, cheguei a casa paguei a renda as compras e fiquei com pouco dinheiro na carteira, afinal só trabalhava dois dias por semana também não recebia muito, o Daniel como de habito saiu queria que fosse com ele, mas eu não fui, disse-me para ir com a irmã dele, mas eu disse que não ia, se fosse que ia a um restaurante café ali perto e vinha logo para casa. E foi isso que fiz, a irmã dele estava la com umas amigas que temos em comum, sentei-me na mesma mesa, mas a minha cabeça não estava ali e também não me estava a sentir confortável,  afinal nessa altura não conhecia muito bem as pessoas e por isso passado pouco mais de meia hora fui embora, mas o Daniel costumava ir noutro café restaurante ali perto e resolvi la passar, espreitei há porta para ver se ele la estava, quando o vi reparei que já estava com os copos e não valia pena eu entrar, sabia que não ia correr bem, então fui dali para casa.
   Quando cheguei a casa deitei-me, já de madrugada o Daniel chegou a casa muito bêbedo e com vontade de implicar comigo, puxou-me os lençóis, acordei  assustada mas agarrei nos lençóis e voltei a me deitar, mas ele começou a dizer que não era o pai do meu bebé, e a discussão começou, começou a dar-me com os pés onde calhava na barriga, nas pernas, eu levantei-me e comecei a empurra-lo, ele encostou-me na parede, a irmã dele entrou no quarto, mas também não ajudou muito, os óculos dele caíram no chão e a haste  partiu, eu fugi para a sala, o Daniel ainda andou há volta para ver se me apanhava, mas assim que pode vesti um casaco agarrei na minha carteira e telemóvel e fugi. Quando sai porta fora, não tinha destino, não conhecia ninguém que me pode-se ajudar, não tinha dinheiro para ligar a ninguém  estava perdida no desconhecido. Uns metros mais há frente comecei a sentir falta de ar, pensei que seria de estar a chorar compulsivamente, e tentei acalmar-me...mas não resultou, estava muito frio, estava cada vez com mais dificuldade em respirar, nem tinha a uma bomba de asma comigo e estava a ter um ataque de asma no meio da rua, peguei no telemóvel e liguei para a ambulância, pediram-me para me acalmar porque não me conseguiam perceber, tentei me acalmar perguntaram-me o nome da rua onde estava, eu nem sabia o nome da rua, pediram-me para procurar o nome da rua em algum lado,quando dei o nome da rua, depressa chegaram ao pé de mim. Assim que entrei na ambulância puseram-me a oxigénio, demorou um pouco a estabilizar mas já era um alivio estar a respirar melhor, perguntaram-me imensas coisas entre elas se poderia estar gravida eu disse que estava gravida. Quando cheguei ao hospital já estavam os médicos há minha espera, ao fim de uns minutos o medico saiu com uma cara de preocupado e voltou com outra medica que também me examinou, saíram os dois sem me dizerem nada,voltaram  fizeram-me perguntas e o que estava fazer na rua sozinha tão tarde, contei-lhes o que se passou, poucos minutos depois a policia estava no hospital, pediram para ter calma que já sabiam o que tinha acontecido, os médicos que tinham estado a me acompanhar voltaram e pediram para ter calma  e que não tinham boa noticias para mim, por isso a policia estava ali...fiquei assustada eu só tinha entrado no hospital com falta de ar, doía me o corpo mas eu sabia o porque de me doer, nem me queixei, estava a ser um péssimo dia, parecia um pesadelo só queria acordar, os médicos, perguntaram-me se eu sentia o bebé, respondi que não pois ainda não sentia o bebé, mas os médicos disseram que estavam preocupados porque não ouviam os batimentos cardíacos do bebé e que aquela hora não tinham ecografia disponíveis que tinha de esperar para o dia seguinte para fazer uma e ver como estava o bebé para começar a preparar-me podia confirmar-se o pior... entrei numa angustia descontrolada, a policia disse que ia prender o Daniel por violência domestica porque o que ele tinha feito era crime, pedi-lhe para não o fazer pois a irmã dele tinha me dito que se algum dia chama-se la a policia a casa que me punha na rua, mas a policia disse para eu não me preocupar com isso, que eles tinham de fazer o trabalho deles, implorei para não o fazerem mas não me valeu de nada. A noite foi longa a espera pela ecografia estava-me a matar de angustia, só chorava perguntei a uma policia o que iria acontecer ao Daniel, disse-me que iria ser preso pelo menos ate ter noticias sobre o bebé, se eu tivesse perdido o bebé que iria ser presente a juiz para sentença pelo crime e que já não saia da cadeia, se o bebé estivesse bem ele saia da cadeia e ia esperar sentença cá fora se eu continua-se com a queixa.
    A muito custo e já exausta adormeci, acordei com a medica a chamar-me para ir fazer o exame, quando vi o meu bebé naquele ecrã pela primeira vez só rezava para ouvir aquele coraçãozinho bater e o ver mexer, as lágrimas caiam-me cara abaixo como se fosse um rio, no meio de tantas desgraças o meu bebé estava bem, mas estava sossegadinho só se ouvia o coraçãozinho bater... de volta ao meu quarto o meu telemóvel tocou... era a mãe do Daniel chamou-me p--- que por minha causa o filho dela estava preso, nem perguntou pelo bebé, se estávamos bem, saiu logo em defesa do filho, saltou-me as palavras e disse-lhe que p--- era ela e para tomar atenção ao que estava a dizer porque quem tinha sido mal tratada tinha sido eu, como a senhora não se acalmava tive de desligar o telefone. 
   Como estava tudo bem tive alta do hospital, perguntaram se queria ligar a alguém, disse que não porque não conhecia ninguém, perguntaram se tinha para onde ir se tinha dinheiro etc..., disse que não que só tinha umas moedas, já não sai do hospital...



      Já é tarde outro dia continuo mais um pouquinho esta parte é dolorosa e custa-me imenso relembrar foram tempos difíceis para mim mas vou continuar a partilhar convosco a minha angustia bjnhos em vosso coracoes
ate breve

08/03/13



... Morei nessa casa pouco tempo, mas foi  tempo suficiente para o meu filho vir passar uns dias comigo, o meu ex-marido ofereceu-se para o vir trazer uns dias, se não me engano foi numas ferias de Páscoa foi pouco tempo mas o meu filho estava feliz por vir, enquanto trabalhava a mãe do Daniel ofereceu-se para cuidar dele, foi uma boa ajuda, as ferias acabaram e o meu ex-marido veio buscá-lo, depois disso mais uma vez o azar me batia há porta.
    O irmão da senhora a quem tinha alugado os anexos viria fazer um trabalho para a zona, a senhora pediu-me que sai-se dos anexos, precisava deles para o irmão, fiquei aflita e preocupada pois não sabia o que ia arranjar depois. Nisto encontrei uma senhora na rua que já não me lembro dela, se passar na rua já não a conheço, com muita pena minha, pois a senhora foi uma grande ajuda. Aparentemente a senhora foi ás compras num super mercado numa aldeia vizinha, e nesse super mercado tinha umas lojas cá fora, tipo um pequeno centro comercial, entre elas tinha um cabeleireiro, nesse cabeleireiro tinham um anuncio a pedir empregada e a senhora tirou o número para me dar, foi um amor. Quando me viu na rua chamou-me,  disse que se lembrou de mim, que merecia ser feliz, desejou-me boa sorte, existem pessoas com muito bom coração.
   Apressei-me a telefonar e depressa marquei entrevista, quando fui há entrevista correu tão bem que fiquei com o trabalho, logo de seguida recebi uma chamada que uma rapariga noutra aldeia ali perto procurava alguém para partilhar apartamento, liguei-lhe também, fui ver o quarto não tinha nada mas fiquei com o quarto. A rapariga era muito fixe gosto muito dela, ainda hoje mantemos contacto, vivemos coisas engraçadas, apesar de ter sido por pouco tempo. As coisas estavam a começar a correr bem finalmente.
    Despedi-me do café da senhora que apesar de ser muito exigente também tinha bom coração,  também trabalhava lá uma senhora, que devo confessar foi quem mais me custou deixar para trás,  foi ela quem me deu muita forca para aguentar ficar ali a trabalhar e aguentar o mau feito da patroa, bem depois de me despedir e contas feitas, lá fui eu á minha vida. Também sai dos anexos (ainda fiquei a dever renda a essa senhora durante uns dois anos talvez, mas assim que pude enviei-lhe o dinheiro e graças a Deus não devo nada), e mudei-me para o quarto. Foram mudanças boas, algo de bom na minha vida começou a acontecer. A minha relação com o Daniel não era má na altura mas também não era boa, ele tinha imensos ciúmes, e não gostava que sai-se sem ele. Ele tinha arranjado um trabalho como segurança e trabalhava no turno da noite, e controlava-me muito, para ter a certeza que não saia há noite. Quando chegou o euro 2004, havia muitas pessoas na rua a festejar as vitorias de Portugal, era lindo de ver a alegria das pessoas, os gritos que davam GOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOO, era mais um golo de Portugal, as buzinas dos carros, as pessoas a comer caracóis e pão torrado com manteiga, a beber cervejas, as bandeiras de Portugal casa sim, casa sim, era fascinaste saiamos há rua e só ouvíamos a falar do euro 2004, que saudades. Quem não estava muito contente era o Daniel, pois estava a trabalhar e gostava de estar a festejar e a ver os jogos e não podia, e por isso não achava muita piada o facto de eu o fazer,(ele esta não sabe, mas certamente que agora vai ficar a saber, uma vez que segue este blog), eu saia com a rapariga com quem partilhava o apartamento e ia comemorar para a avenida lá da aldeia como todo o mundo fazia, foram grandes momentos, divertimo-nos muito. Ainda chegamos a ir a uma festinha lá numa aldeia perto da mãe dela, dar um pezinho de dança,  esta o Daniel nunca soube. Foi nessa altura que o Daniel me escreveu uma carta, que ainda hoje guardo comigo,(talvez a publique mais tarde), nessa carta ele escreveu coisas que era impossível ele não ter razão  concordava com cada palavra dele, entre todas as verdades que ele dizia nessa carta a mais pura verdade era que eu estava em Portugal, mais perto do meu filho mas mesmo assim tão longe como se estivesse fora de Portugal, pedia-me que pensa-se em voltarmos para o estrangeiro, uma vez que receberíamos há semana  e as dificuldades acabariam ou pelo eram menos não eram tão grandes, em Portugal nunca tínhamos dinheiro, nem para poder estar com o meu filho. Ele tinha toda a razão.
    Foi das cartas mais sinceras e a única que o Daniel me escreveu, tocou-me no coração.
    O tempo foi passando, eu AMO o meu país, custava-me muito pensar em ter de voltar a sair do meu país. O Verão decorria, o Daniel e eu passamos bons momentos na praia, pelo menos nunca nos zangamos por ir há praia, ao menos isso, acho que foi das poucas coisa que tínhamos em comum e que gostamos de fazer juntos.
    Numa noite de Verão bonita e agradável , eu e o Daniel zangamo-nos, e a minha colega com quem partilhava a casa convidou-me para ir beber um copo com uma amiga dela, eu aceitei, quando voltamos dei conta que estava a ser seguida. Era o Daniel quando chegamos perto de casa acelerei para ver se parava o carro depressa para entrar dentro de casa sem o Daniel se meter comigo, mas ele foi mais rápido que eu, se não fosse a minha amiga se ter metido a frente e dizer-lhe se quiseres para lhe bater primeiro, disse ela muito corajosa 

- Bates-me a mim porque só lhe bates se passares por cima de mim! 

Foi muito corajosa; vontade de me bater não faltava ao Daniel por eu ter saído, mas não me bateu, discutiu imenso comigo no meio da rua, e foi embora.
   No meu trabalho as coisas corriam muito bem, adorava a minha patroa, é uma pessoa muito humana, tinha cabeleireiros e ourivesarias, nesses centro comercial onde eu trabalhava ela também tinha uma ourivesaria as minhas colegas de trabalho eram espetaculares,  dávamos nos todas muito bem, riamos imensos, a minha Patroa costumava-me levar com ela para ir cobrir férias em outros cabeleireiros, mas o Daniel não gostava nada disso, gastava muito dinheiro em mensagens para nada só discutíamos tinha muitos problemas com o Daniel, mas enquanto estava no meu trabalho eu esquecia esses problemas, sentia-me bem. Ainda hoje quando falo com as minhas ex-colegas de trabalho relembramos com muita saudade esses momentos, foi o melhor trabalho que tive até hoje, pelo menos o que mais gostei em Portugal. Uma noite cheguei a casa senti-me sozinha esgotada das minhas discussão com o Daniel e sentei-me há mesa com uma data de medicamentos há minha frente, queria morrer, já estava esgotada de lutar e de não ser feliz, tomei os medicamentos todos, depois deitei-me mas comecei a sentir me mal e sai de carro, arrependi-me do que tinha feito e queria ir ao hospital mas quando cheguei ao centro da vila já não conseguia conduzir, telefonei para as urgências e pedi uma ambulância, fui para o hospital, a policia ficou com o meu carro, fizeram-me uma lavagem ao estômago e no dia seguinte sai do hospital, o Daniel não me foi buscar e fui a pé para casa era longe foi mais de uma hora a pé. Quando cheguei há vila fui buscar o meu carro e fui para casa descansar, não estava bem.
  Passado pouco tempo tive uma proposta que me pareceu boa, e mudei de emprego. Passados uns dias fiquei doente, estava com uma otite, fui no medico deram-me antibióticos,  mas ao fim de  quinze dias a infeção teimava em não ir embora, e tinha febres altas, fui de novo a médico e passou-me uma carta para o hospital. Tinha pouco dinheiro e o hospital ainda era longe, combinei com o Daniel, como ele não conhecia a minha irmã e o hospital não era muito longe de onde ela vivia e eu também já não via a minha irmã há imenso tempo, aproveitávamos já que íamos la perto e íamos ter com ela, assim eu ia há consulta depois ia ter com a minha irmã e ele já a ficava a conhecer. Então lá fomos nos há consulta, a otite não passava porque era uma otite externa e não podia apanhar humidade nenhuma mesmo e por isso tinha de ter muito cuidado, a consulta terminou e pensava que ia ter com a minha irmã, mas o Daniel disse que um amigo dele do estrangeiro estava em Portugal e que queria ir ter com ele, mas como cada vez que eles se encontravam era bebedeira pela certa, eu não queria ir e depois a minha irmã é família muito mais importante que os amigos, pelo menos para mim é assim. Mas o Daniel argumentou que a minha irmã era longe e que o amigo era ali perto, não queria discutir até porque estava doente, o Daniel levou a dele avante e eu fiquei danada, quando la chegamos ao pé do amigo dele, falaram e tal, fomos almoçar ali perto, eles começaram a beber e eu só pedia ao Daniel  para ir embora queria ir me deitar não estava bem, mas começaram a beber e esqueçam lá isso, os amigos dele ficaram logo comigo de ponta, depois andaram de tasco em tasco e eu no carro, já estava furiosa. ao fim do dia disse-lhe que levava o carro porque ele estava bêbado, foi logo uma discussão enorme por causa disso, acabou ele por levar o carro, estava cheia de medo a viagem era longa e os riscos eram muitos. Foi uma discussão em vão ele acabou por ir a conduzir. Quando chegamos perto de casa as coisas pioraram e já não me lembro bem como foi mas sei que acabamos a discutir e deu para o torto e largou-me em casa e ele foi embora para a dele. No outro dia fui trabalhar e há hora de almoço vim a casa como fazia as vezes e estive com ele só que as coisas ficaram piores e mais uma vez levei na cara fiquei fora de mim, liguei para o trabalho, não estava em condições de ir trabalhar empacotei as minhas coisas carreguei o carro e fui ao meu trabalho, despedi-me  recebi o pouco que tinha para receber , liguei para o Daniel disse-lhe que estava de partida pediu-me para me ir despedir dele e eu fui. Quando me fui despedir do Daniel fui surpreendida com as coisas que me disse, nem queria acreditar no que estava a ouvir, O Daniel disse-me que estava metido nas drogas, pensei por breves momentos que me estava a mentir só para eu não ir embora, mas disse-lhe que se cuida-se e fui embora. A troca de mensagens e as saudades do Daniel eram muitas, mas como eu podia ter saudades? Ele tratava-me tão mal !! mas quando pensava no sorriso dele, na voz, nos momentos bons que também já tínhamos passado, toda a raiva que sentia por ele passava e parecia que se transformava num amor plutónico,  Ele por sua vez (e segundo o que a minha sogra me havia contado) pediu dinheiro há mãe para me ir buscar que me amava e não conseguia viver sem mim. A minha sogra sempre fez tudo por este filho e mais uma vez não se viu a dizer-lhe que não.  Uma semana depois de eu ter partido para a minha terra o Daniel foi me buscar. Mas por incrível que pareça ate nesse dia as coisas correram mal, ele bebeu disse-me coisas que não devia ter dito ate me acusou de ter ido para a cama com um tio meu. Sinceramente dizia as coisas para me magoar, era o meu tio, o Daniel era muito ciumento, possessivo  e isso era notório a cada dia que se passava. Mesmo assim fui com ele mais uma vez. Prometeu-me que se voltássemos para o estrangeiro que se tratava e que essa fase má iria passar. Quando voltei, fiquei em casa dos pais dele, fomos tratar de ir buscar o resto das coisas que tinha deixado no quarto, onde eu estive a morar e que tinha deixado para trás. Depois liguei para a minha ex-patroa e pedi-lhe  trabalho, disse-lhe que seria apenas por mais um mês  ela aceitou-me de volta por mais um mês. Um mês depois estávamos de volta ao estrangeiro.
  Ficamos em casa da irmã dele a pagar uma renda, ele arranjou logo trabalho eu ainda demorei umas semanas arranjar trabalho, mas finalmente arranjei trabalho. O Daniel já me havia pedido para lhe dar um filho já havia mais de um ano, mas quando voltamos já nem pensava nisso já nos havíamos magoado demais acusando-nos um ao outro por eu não ficar de bebe, todos os meses gastava dinheiro em testes de gravidez bastava o período ficar atrasado um dia e já eu ia a correr para a farmácia  pensei muitas vezes que a razoa de eu não ficar de bebe pudesse ser a causa de todos os nossos problemas, mas sinceramente  já nem pensávamos nisso os planos eram trabalhar e poupar o que podermos e tentar fazer vida. Mas o destino prega-nos partidas. Estava no trabalho o meu período atrasou-se uma semana e eu estava muito ansiosa  normalmente já teria ido a correr para a farmácia  mas aguentei uma semana e como nunca mais vinha decidi fazer o teste sem dizer nada a ninguém  O teste deu positivo estava feliz mas não acreditava tanto não acreditava que fiz 5 testes mas estavam todos positivos, depois sim já acreditei. Liguei ao Daniel pedi-lhe que me viesse buscar ao trabalho…


Nota: Demorei uma semanas para publicar esta pagina, tenho andado muito ocupada mas aqui esta mais um pouquinho de mim para vocês e em breve espero ter mais um pouquinho para partilhar convosco, beijinhos em vossos corações até breve. LB