26/04/13




... O Dinheiro que tinha recebido foi para a renda e para as compras, que seria suposto dar para a semana, mas o dinheiro da renda não me foi devolvido e as compras também não me mataram a fome. Mais uma vez sem casa e sem dinheiro, mais uma vez a depender da caridade, da bondade e ajuda das pessoas, nada que já não conhece-se. Mas é triste andar sempre cai e levanta.
     A enfermeira do hospital foi uma querida, acalmou-me disse que me ia ajudar que eu não ficaria na rua, depois de alguns telefonemas, a senhora disse que me iam arranjar casa e meio de sustento.
    Já depois de almoço vieram falar comigo, meteram-me num táxi pagaram e fui de olhos fechados a minha sorte.
    Foi difícil, muito difícil,sozinha a percorrer caminhos há minha sorte,quando me deixaram no destino, enfrentei muitos problemas, estava a ver que não tinha outra hipótese a não ser ficar mesmo na rua, já tinha trabalhado mas nunca descontado e isso estava me a trazer alguns problemas, a minha sorte foi que os sítios para onde trabalhei me escreveram cartas para fazer o cartão da segurança social e de despedimento, e isso ajudou-me imenso, acho que foi sorte no meio de tanto azar.
   Depois de um dia muito cansativo estava exausta, numa sala enorme,vazia sem ninguém, la estava eu a aguardar ansiosa por uma boa ou má noticia.Ao fim de algumas horas de espera apareceu uma senhora ouviam-se os passos ate que se chegou perto de mim, trazia consigo boas noticias consigo, estava feliz por não ir dormir na rua, tinham-me arranjado uma pensão para ficar, pagava um valor insignificante ate me arranjarem uma casa temporária.
    Estava contente mas por outro lado não tinha nada nem comida nem como cozinhar, a pensão que me arranjaram para ficar tinha cozinha para nós cozinharmos, tinha lavandaria também, mas os meus próximos dias adivinhavam-se dolorosos.
    Depois de ter dormido poucas outras e de ter pensado muito tive de me manter fria e pensar o que ia fazer a seguir, foi muito difícil, sair há rua para mim foi difícil tinha muito medo fiquei numa área muito perto da casa do Daniel, tinha muito medo que me fizesse mal, sabia que ele estava em liberdade e isso mexia comigo, sabia que tinha que ir na esquadra no dia seguinte para poder ir buscar as minhas roupas a casa da irmã do Daniel e alguns ou mesmo muito poucos bens alimentares, então levantei-me usei o pouquinho dinheiro que tinha e liguei para a única pessoas que nessa altura me lembrei que me poderia ajudar, não porque me fosse próxima mas porque sabia de algumas coisas que se passavam, então liguei há Filipa ela veio ter comigo, expliquei o que se tinha passado pedi-lhe que me empresta-se um talheres para comer, ela foi logo ter comigo há pensão, levou-me os talheres foi comigo há esquadra e depois foi comigo e com a policia buscar as coisas que estavam em casa da irmã do Daniel, as coisas aconteceram sem nenhum sobressalto,depois a Filipa foi-me levar há pensão e perguntou-me se precisava de dinheiro eu disse que se ela não se importa-se que precisava sim, ela perguntou quanto eu precisava mas a situação era mesmo má e embaraçosa não tinha coragem de pedir muito e pedir só uns troquinhos poucos, a Filipa queria me dar mais mas eu preferi assegurar que depois lhe podia dar o que me estava a emprestar na altura, ainda me disse que podia contar com ela era só lhe dizer que ela estava la para mim. Para uma pessoa que tinha falado poucas vezes foi uma boa amiga para mim.
   Depois de ela ter ido embora fui há rua, tratar dos papeis de fundo de desemprego pois precisava de dinheiro para comer, e fui dei os papeis que tinha dos trabalhos que tinha tido, e no mesmo dia deram-me s papeis para ir abrir conta que não tinha para poder receber o fundo de desemprego.Depois de ter saído do centro de emprego fui gastar o pouco dinheiro que tinha. Então fui comprar um tachinho (um euro), depois comprei fruta e la fui eu para a pensão. A pensão era rígida tinha horários e tinha de os cumprir no máximos as 11 da noite tinha de estar dentro da pensão. enquanto estava la dentro sentia-me bem, dormia sempre que podia para não ter fome, porque não tinha muito o que comer e só comecei a receber do fundo de desemprego ao fim de 2 semanas, comia fruta ou uma refeição de (um euro) e dormia, quando recebi do fundo de desemprego, fui na Internet e liguei para a minha mãe e para a minha ex-patroa em Portugal,a minha mãe queria que  fosse para franca para ao pé dela mas eu não queria incomodar ninguém e a minha ex-patroa mandou-me dinheiro que fiquei a pagar sempre que podia, nunca me vou esquecer dessa senhora ainda hoje quer que volte a Portugal e que trabalhe para ela um amor de pessoa com um coração enorme, ajudou-me muito, mesmo quando estive em Portugal. Depois comecei a ir na Internet a seguir ao jantar para falar com os meus amigos afinal era mais barato e podia ir uma ou duas horas por dia para me entreter.
     Passadas duas semanas cruzei-me com o Daniel na rua o meu coração disparou, batia como se fosse saltar da boca para fora, tremia muito esta com medo que me para-se a carrinha e me viesse insultar ou sei lá, não consigo explicar, foi muito mau o que senti, mas ele olhou mas não parou ia acompanhado já não me lembro com quem mas ia feliz a rir, viu-me, mas não parou foi um alivio apressei-me a ir para a pensão, não fosse ele voltar para trás. Há noite quando acabei de jantar fui há Internet, o Daniel estava online, meteu conversa comigo, tive a sensação que estava calmo, perguntou se estava bem,etc... senti-me tranquila não sei porque!!! Começamos a falar na Internet e depois marcamos um encontro, levou-me a comer fora, (se tive-se pensado bem e uma pessoa no seu estado normal não iria se encontrar com uma pessoa que já tinha feito bastante mal), mas eu amava-o muito e era difícil para mim tudo o que se estava a passar. Na altura tinha um processo a decorrer contra ele e ele sabia disso, nesse encontro que tivemos pediu-me para tirar o processo que me amava e bla bla bla, eu disse-lhe que não tirava se ele me amava só tinha de assumir e pagar pelo mau bocado que me havia feito passar, comecei a ficar nervosa e com medo, começou a implicar comigo, acabei por deixar o restaurante e fui para apanhar o autocarro, ele veio atrás de mim que me levava a pensão, só que eu estava com medo do que pudesse acontecer, mas ele insistiu e eu fui com ele. Largou-me na pensão e foi embora, trocamos mensagens, nos dias seguintes falávamos na Internet sobre nomes para bebé se fosse menino ou menina, só que o Daniel não gostava de nomes nenhuns, só consegui que ele gosta-se de um  nome de menina, e foi o nome que prevaleceu etc... deu-me a volta acabei por ir tirar a queixa a policia, a policia bem tentou que eu pensa-se bem mas eu amava o Daniel,só queria esquecer mais uma vez o que se tinha passado e acabei por retirar mesmo a queixa.
   Passadas umas semanas chegou uma boa noticia, deram-me casa com dois quartos estava contente finalmente uma casinha para mim e para o meu bebé.
    Liguei ao Daniel e a irmã dele emprestou-me umas almofadas micro ondas, chaleira, torradeira,  eu fui comprar umas roupas de cama e pronto estava eu instalada na minha nova casinha, foi um alivio, passados uns dias convidei o Daniel par ir conhecer a minha casa ele foi, apareceu la já um pouco bêbado, fartou-se de chorar que estava arrependido pelo que me havia feito, que não me merecia, etc... acabamos enrolados de novo foi o que foi.
    O tempo que tinha estado na pensão e por me encontrar numa situação difícil, arranjei um trabalho a dinheiro num cabeleireiro só ao fim de semana e foi com esse dinheiro que fui comprando coisas para casa assim como televisão, roupas de bebé etc...




                                                       Foram algumas semanas sem vos escrever, pois ando um pouquinho atribulada com o meu novo negocio mas espero que não deixem de seguir o meu blog, já é de madrugada vou dormir duas horinhas beijinhos nos vossos coracoes. LB