25/12/13

Olá,



   Desejo a todos os meus seguidores, amigos e familiares um Santo e Feliz Natal e um Prospero Ano Novo.
   Obrigada pelas vossas visitas ao longo desta nova fase da minha. 
   Durante este ultimo ano em apenas 15 publicações neste blogue foram alcançadas até há data 1590 visualizações, para mim quer dizer muito. Um pouco através do mundo as minhas palavras foram chegando a países como Portugal meu país de origem, Inglaterra, Alemanha, Franca,  Estados unidos da América, Brasil... 
    Venho-vos informar também que derivado a haver imensas visitas no meu blogue resolvi que a minha história de vida podia ser um livro, assim como as minhas(meus) amigas(os) que me apoiaram e foram as (os) próprios a me dar esse incentivo também e por essa razão enviei para algumas editoras, para ver se é possível  a realização deste que se tornou num projecto. Por trás deste blogue correram muitas linhas, por tanto horas de escrita, muitas mais páginas do que aquelas que aqui neste blogue vos deixei, foram acrescentadas fotos,partes de mim, do que sou está neste neste (livro). 
Aguardo resposta a este novo desafio da minha vida, todos os dias vou ver o meu email  ansiosa por uma resposta seja ela positiva ou negativa, mas a ansiedade a esta espera é difícil.
    Entretanto resolvi começar a escrever outro (livro), este baseado em histórias reais mas adaptado, alterado a uma história, portanto uma história fictícia junto com a realidade de tantas pessoas. 
    Cresceu dentro de mim uma nova faceta, uma nova descoberta, a vontade de escrever de passar para o papel. As vezes sinto a necessidade de largar o que estou a fazer e anotar o que me ocorreu no pensamento, as vezes vou a conduzir e a pensar o que devo escrever, como o devo fazer muitas vezes cresce dentro de mim uma ansiedade, uma angustia porque aquela que pode ser uma magnifica ideia, não a posso passar naquele momento para o papel e quando chego a casa a ideia que tinha já não soa igual.
   Obrigada a vocês por  me apoiarem, por serem minhas(meus) amigas(os), familiares, etc...



Beijinhos em vossos corações
Liliana Brandão  
   

04/12/13

Depois de muitas lutas e recaídas do Daniel eu tomei uma decisão.

 Casa nova vida nova, foi um pensamento. Depressa esse pensamento passou a acção.Comecei mais uma longa caminhada, procurar casa. Encontrei uma apartamento lindo, novinho a estrear, o que eu procurava, consegui a casa e mudamos-nos. Quando nos mudamos eu disse-lhe:

-Casa nova vida nova. O primeiro dia que me bateres dentro desta casa é o fim da nossa relação.

 O Daniel não estava em crer que eu o fizesse, pois já havia proferido aquelas palavras tantas outras vezes e voltei sempre para ele.
  Passou um mês, o Daniel não tinha um ordenado certo e as nossas finanças não estavam lá muito bem,e o nosso dinheiro estava contadinho, pedi ao Daniel para ir fazer umas compras. Ele foi mas demorou imenso, quando volto disse para me ir arranjar que íamos comer fora, fiquei irritada e perguntei:

- Com que dinheiro?
- Fui por as ultima nota na maquina e saiu-me dinheiro.
-como é que foste fazer uma coisa dessas? E se não te tivesse saído nada já viste o que ia acontecer. Não vamos nada comer fora temos luz e agua para pagar.

Escusado será dizer que deu numa discussão. Discussão essa que trouxe terceiros, e que me tirou mesmo do serio. 
 O Daniel com os seus ciumes não percebia que estava errado e que não tinha razão.
 Aparentemente havia se cruzado com uma namorado de uma amiga minha, que por acaso também estava com um problema na sua relação mas nada que fosse grave e nem se comparasse com a minha relação com o Daniel,  esse rapaz pediu-lhe para traduzir um email que tinha trocado com a minha amiga onde eu dizia qualquer coisa como:

 - Da-lhe uma oportunidade, ele é trabalhador, bom namorado, tratar a tua filha como se fosse dele, leva ela na piscina, no parque, vai as compras para ti, fica com a tua filha para ires trabalhar, mima-te Etc... Olha para o meu exemplo gostava eu que o Daniel fosse assim. tens aquilo que qualquer mulher gostaria ter e não te sentes feliz...

Palavras estas que o Daniel não gostou, até porque ele tinha ciumes do rapaz. Certo é que o rapaz havia me tentado beijar numa altura em que eu e o Daniel não estávamos bem e a relação dele com a minha amiga também não estava bem, só que eu pus-lhe um travão, pois eu gosto da minha amiga e respeito-a e Amava o Daniel,trai-los não me passaria pela cabeça, mas isso o Daniel nem sonhava. 
 No calor da discussão o Daniel começou a falar desse email acabou por perder o controle, com medo peguei no telefone para chamar a Policia sai para a rua e quando estava ao telefone deu-me uma estalada tão grande que o telefone caiu  no chão, corri para dentro de casa  e tranquei-me e fiquei há espera de ajuda. A policia veio o Daniel foi mais uma vez preso. Eu estava com revoltada que liguei para a minha amiga e contei-lhe tudo o que se havia passado, ela nem queria acreditar que o seu namorado tinha feito isso, e acabei por lhe contar também da tentativa do beijo, e ela também me mago-o quando disse:

-A serio que nojo.

 Bem devo confessar que estas palavras me magoaram afinal ele nem me beijou tentou mas não deixei, nojo porque? Por ter tentado me beijar ou por ser eu?Ou por ser gorda? Afinal sou um ser humano!!! E não passou de uma tentativa, teria sido este um comentário pouco feliz?!?! 
  Certo é que nesse dia resolvi que iria cumprir aquilo que havia dito, quando me mudei para aquela casa. Fiz as malas do Daniel, fiquei com alguns Documentos que precisava na altura par ficar com a nossa filha e levar para a minha advogada.
  Acho que o Daniel, nunca pensou que iria tão longe, verdade é que nem eu me achava capaz!! Mas fiz...
  Contratei uma advogada, entreguei todos os papeis que comprovavam a violência domestica de que fora vitima, de que o Daniel se encontrava em tratamento,etc.. e em três dias a minha advogada conseguiu o que o juiz me desse a custodia da minha filha e que o Daniel fica-se proibido de se aproximar da área da minha casa.
   O Daniel estava fora de si perseguia-me, ameaçava-me etc...
   Vivi sozinha momentos aterrorizadores ao ponto de me trancar no carro a tremer imenso por me aperceber  que estava a ser seguida por ele, o compasso, temer que me fizesse mal até a policia chegar ao local, foram momentos que nunca vou esquecer.
   Fez-me a vida difícil, senti-me pequenina, impotente, amargurada, insegura, horrível.
   Veio um sentimento de culpa, não percebo porque mas veio o sentimento de culpa, solidão, chorava horas a fio sozinha com a minha filha em casa tinha poucas amigas com quem falar e que tinham a vida delas, num entanto elas mesmo assim estiveram ali para mim.
   Estava tão cega pelo Daniel passou-me imensas vezes em voltar atrás, como já havia feito centenas de vezes, mas eu também pensava na minha filha e no meu filho, e não queria que a minha filha se lembra-se que o pai batia na mãe.Eu tinha a plena noção que se eu volta-se atrás as coisas não iam mudar e se eu já tinha ido até ali não podia voltar atrás, até porque a segurança social me avisou que me tirava a menina se aquele incidente volta-se a acontecer e eu não queria que isso me acontece-se, os meus filhos são o meu coração, sem eles eu morro, os meus dias não tem cor, não podia fazer isso a minha menina.
  Passou-se um mês, e eu refugiei-me na Internet, criei um Hi5 e tentei manter a minha cabeça ocupada entre casa,trabalho a minha filhota e a Internet. Tentava não me lembrar das coisas que me faziam mal (mas pensava). Conheci na Internet aquele que é hoje um dos Amores da minha vida, o homem que veio  (num cavalo branco) para mudar a historia da minha vida.
 Foi Deus que pôs este grande Homem na minha vida. Mas sofrer muito nas minhas mãos ate me decidir e esquecer aquele que outrora foi o grande Amor da minha Vida.
 Com um LOL me conquistou.  Publiquei uma foto onde eu andava a aspirar a casa e que a minha filha me havia tirado no Hi5, e o André foi lá e pós um grande LOL, eu curiosa fui ver de onde ele era, e Adivinhem lá?!? !?  O André era da minha terra, fiquei tão feliz que nem conseguia explicar, foi no Hi5 que reencontrei muitos amigos da minha infância e que me troce tão doces memorias e me ajudou tanto naquele momento da minha vida...
  Também criei o facebook, e entretanto eu e o Daniel acusávamos-nos um ao outro no através de conversas que tínhamos na Internet e falávamos imensas horas, mas eu já não acordava a pensar no Daniel, já acordava e a primeira coisa que fazia era ver se tinha uma mensagem no meu telemóvel do André, e o meu telemóvel despertava ao som de uma musica do Pedro Madeira que ficou a nossa musica,aquela musica me dava forca para me levantar e lutar, dava-me vontade de rir como uma menina tonta e sentir borboletas na barriga, até me levantava mais cedo para ir falar com o André,já não passava sem o André. 
  Estava a começar a me apaixonar, comecei a preocupar-me com o meu aspecto físico,queria mudar a maneira como era vista no meu trabalho, trabalhava para conseguir os meus objectivos e num ano consegui subir de posto quatro vezes, foi gratificante, nem eu me achava tão capaz.  
  O André me trouxe vida, me fez acreditar que eu era capaz, lembrou-me que eu era mulher e que podia ser amada.
  Eu tinha medo ele é mais novo que eu sete anos, era solteiro sem filhos, e eu tinha tido uma historia tão complicada que ainda não estava bem resolvida, mas ele era doce de tão meiguinho dizia me coisas lindas e me apoiava tanto não resisti, foi mais forte do que eu.
  E acabei nos braços do André. Vivemos momentos intensos, rimos muito,era magico, já me havia esquecido que ser amada era tão maravilhoso.
  Em seis meses o André e eu criamos uma relação de cumplicidade tão grande que resolvemos nos juntar.
  O que eu não sabia era que não minha cabeça o meu passado não estava ainda bem arrumado... depressa o que era magico lindo e maravilhoso também se tornou uma tortura para a minha cabeça e magoei o André profundamente.
  O  meu passado foi muito marcante e como tal me deixou marcas bem profundas (não visíveis mas que são uma luta no meu dia a dia até hoje).
   Quando o André veio morar connosco  (comigo e com a minha filha), foi magico, ele é super delicado, trabalhador, meu amigo e amigos dos meus filhos, e me trata como uma princesa eram mais do que motivos para estar feliz e contente da minha vida, só que o Daniel e eu falávamos muito do passado e o Daniel mandava-me muitas musicas para eu ouvir que de certa forma mexiam comigo e os meus sentimento começaram a ficar baralhados. 
   Foi então que comecei a fazer asneiras atrás de asneira, mas não menti ao André e contava-lhe o que estava a sentir, o André nunca e deixou por momento algum esteve sempre ali choramos muito agarrados uma ao outro, ele tinha medo de me perder eu sentia que ele estava a sofrer comigo e eu me sentia culpada por isso. Mas eu estava confusa e procurei o meu medico que foi muito meu amigo.Eu questionava-me muito.O porque de tanta duvida? Até porque o que eu via no Daniel não era o homem dos meus sonhos. O que eu via no Daniel era um foto (um rapaz alto lindo com um sorriso atrevido com um corpo que me atraia), mas o não era o meu ideal,  um homem, honesto, meu amigo, brincalhão, trabalhador pelo contrario não era trabalhador,não era meu amigo, não me ajuda em nada e ainda me tratava mal, então o que eu sentia seria Amor ou uma ilusão da minha cabeça?
  Até que eu consegui-se seguir o meu caminho o André teve uma paciência que nenhum outro Homem teria.
  Assistiu as minha loucuras de pé e sem me abandonar, nem eu teria o estômago que ele teve, deixava-me sair com o pai da minha filha e com a minha filha,sabia que ele ia la a casa todos os dias para ver a filha e estávamos lá a conversa, chegamos a trocar  um beijo e esse foi sim o ultimo e que decidiu a minha vida para sempre.
  Contava sempre tudo ao André, mesmo sabendo que o estava a magoar  eu também sofri com isso porque ele não mereceu o que lhe fiz.
 Finalmente fez-se luz... uma frase e foi um Ponto final.
 A seguir ao beijo que foi no dia do meu aniversario  e ele disse que aquilo não podia voltar a acontecer porque a nossa filha ficaria confusa e o que ela iria pensar ao ver a mãe a beijar dois homens e depois o Daniel disse:
  
-Resolve a tua vida com o André e depois nos falamos de nós.

Achei que foi de uma frieza e depois fez-se luz. 
Afinal O Daniel se me Ama-se nunca me teria tratado mal, e eu nem gosto de nada do que ele faz só gosto dele fisicamente e isso não pode ser amor, para alem de que se ele me ama-se não teria dito esta frase assim, pois para mim quando há amor não nos preocupamos com os outros. 
  Para mim foi o começo da minha cura, afinal eu estava doente. 
  Nesse Ano o meu ex marido ligou-me a dizer que agora o meu filho já podia vir morar comigo, porque afinal eu já não estava com o Daniel e ele também não poderia continuar em guerra com o nosso filho, porque ele sempre quis vir morar comigo, então estava na hora. Os meus ouvidos amaram esta noticia o André aprontou-se logo a preparar a chegada do meu menino. Foi a melhor noticia da minha vida.
  A vida corria-me bem mas foi um processo difícil, tinha uma obsecao pelo Daniel que levou tempo a curar, ao Ponto que o André teve que sair de casa por não aguentar mais.
 Só ai percebi que afinal o André era o homem que eu amava, senti muito a falta dele as poucas semanas que saiu de casa, tive saudades chorava com a falta dele, dos seus mimos e de tudo.
 O André é um Grande Homem me ajudou em todo o processo. Existem traumas do passado que ainda hoje se reflectem na minha vida e que o André tem tido uma grande paciência em me aturar, até a bem pouco tempo vivia na corda bamba, mas hoje sei que Amo o André, reconheço todos os meus erros, e sei que sou uma mulher difícil, que preciso de muita ajuda para ultra-passar todos os meus medos, preciso de controlar o meu mau humor os meus nervos, tenho dias que sinto que perco o controle e isso é difícil para todos aqui em casa, para mim também porque me sinto esgotada, não confio em ninguém vivo desconfiada.
  A minha relação com o meu filho mais velho é muito complicada, ele nunca aceitou a minha separação com o seu pai, hoje é um adolescente revoltado. Tem sido difícil lidar com ele, tem dias que perco o controle com ele a magoamos-nos muito um ao outro. 
   Contudo sinto-me em paz no sentido que, depois de todo o mal que me fizeram e a pesar de todos os meu traumas e medos e todas as situações que se passaram hoje consigo ser amiga dos pais dos meus filhos, consigo manter uma relação de amizade em nome dos meus filhos, pois os casais separam-se e a vida continua mas os filhos precisam de ambos para o seu bem estar, durante anos eu e o pai do meu filhos não conseguíamos ser civilizados, hoje conseguimos falar civilizada mente o que será melhor para o nosso filho, quem não entende é o meu filho porque durante anos só nos ouvia a discutir, penso ser normal,mas as nossas discussões aconteciam só aconteciam porque o meu filho estava com o pai e não comigo, hoje essas discussões não fariam qualquer sentido, agora acho que o meu filho precisa mais do pai do que de mim, pois sinto que ele tem mais respeito e cumplicidade com o pai do que comigo, afinal é normal pois viveu com o pai seis anos da sua vida, tem muito do pai, feitio e postura tal e qual como o seu pai tem, meu herdou a luta pela conquista das coisas que quer e o ser refilão o que não é lá muito bom e causa muitas discussões entre nós, e o pai teria muito mais pulso para ele do que eu tenho, afinal ele é uma adolescente bem sucedido na escola o grande problema é mesmo quando nos chocamos, o amor é assim. 
    O Daniel neste momento mora longe da nossa filhota mas sempre que esta de folga vem passar uns dias com ela e fica cá em casa, hoje somos amigos e conseguimos ultrapassar o passado, todos precisamos de perceber as nossas vidas e a nossa filha merece tudo de bom na vida e isso inclui que os pais estejam presentes na sua vida. 
  Hoje os meus sentimentos estão bem resolvidos e eu e o André confiamos muito um no outro caso contrario não estaríamos aqui de pedra e cal.
     Do meu Amor com o André nasceu um lindo rebento, a alegria dos nossos olhos assim como os meus outros dois filhote são a alegria das nossas vidas. Hoje a minha casa é uma animação.  
    A vida nem sempre é fácil é uma montanha russa de sentimentos, mas quando queremos conseguimos. 
    Hoje eu acredito no Amor, afinal ele existe mesmo.
   


                                                                                                       Beijinhos em vossos corações 

12/10/13

...

Situações destas surgiram imensas vezes, discutir e bater já eram coisas banais na nossa relação, nesta altura já tinham acontecido tantas vezes e tantas outras se repetiram depois desta.
   O que mais me arreliava era o facto de ele vir bêbado e ir acordar a nossa filha para brincar porque ainda não tinha estado com ela, depois ainda discutíamos porque eu me metia á frente dele para tentar o impedir de fazê-lo, mas sem sucesso. Eu, assim como pessoas no estado normal, não iriam acordar uma criança para brincar com ela só porque não quiseram estar em casa com a sua família, mas sim preferiram estar com os amigos a beber uns copos; esta situação foi motivo de muitas discussões entre nós.
   Ouve muitas passagens más na nossa história de vida, o Daniel deu-me de facto muitos dissabores , estaria a ficar longe de ser o homem que de facto sonhei para a minha vida, mas de facto Amava-o com todas as minhas forcas, vá-se lá saber porque...mas se fosse a relatar todos os arrufos que ouve na nossa relação, daria muito mais que um livro ou muito mais que estas linhas que aqui vos escrevo. Saltando linhas na minha vida...
   O meu filho veio morar connosco, eu não podia estar mais feliz... mas aquilo que era o meu sonho depressa foi um pesadelo...foi uma curta metragem, uma vez que o ambiente lá em casa era muito pesado e o meu filho já não era um bebé e percebia bem tudo o que se passava, numa grande discussão o Daniel foi de facto muito severo e o meu filho ficou apavorado com o que se tinha passado, e mais uma vez eu tive a policia há porta, certo foi que o meu filho foi de ferias e já não quis voltar... Foram semanas a chorar, mas não foi nada que a minha mãe não me tivesse avisado:
    -Liliana não deixes o teu filho ir, ele vai e não volta...etc...eu não quis acreditar e o facto foi que ele não voltou mesmo... nada do que eu disse-se ia mudar isso...por incrível que pareça o Daniel estava mesmo preocupado comigo, nunca me tinha visto assim tão desconsolada e já não sabia o que dizer o fazer para me consolar...mas na minha cabeça eu sabia o que ele deveria ter feito e não fez... ou o que eu deveria ter feito e não fiz...mas agora era tarde de mais e eu não podia trazer o meu filho de volta.
    Foram semanas de uma grande luta comigo mesma, a minha cabeça parecia um computador que não parava de pensar e imaginar o que poderia ter feito...ou como devia ter feito.
   Entretanto, longe de imaginar mas com um pressentimento de que algo estava errado como Daniel, comecei a juntar pecas no puzzle, mais uma grande etapa estaria para vir, entre fobias, horários doidos de trabalho, telefonemas estranhos etc... definitivamente algo estava mesmo muito errado.
   Costuma-se dizer que quando uma mulher desconfia é porque há gato, nesta caso não era gato antes fosse, teria sido muito mais fácil... mas mais uma etapa para lutar.
   Afinal foi sempre assim a minha relação com o Daniel foi uma luta constante.
   Passado uns meses o meu filho veio de ferias com a minha irmã e um amigo nosso, numa altura em que eu estive muito doente e estive até internada e em que a minha filhota também rachou a cabeça na brincadeira a correr de um lado para o outro. E nesta altura a minha irmã comentou comigo que o Daniel fazia saídas estranhas.
     A minha irmã ,o nosso amigo e o meu filhote estiveram cá só uma semana, eu pouco tempo estive com eles pois estive quase todo o tempo internada, o tempo passou rápido, as ferias acabaram e depressa voltamos há realidade.
   Depois de andar desconfiada resolvi por a minha desconfiança há prova, foi então que comecei a procurar evidencias da minha desconfiança.
   Foi um golpe duro, 
muito difícil de aceitar, depois de muita busca e muita procura encontrei a pior das respostas as minhas desconfianças.
   O Daniel tinha se enfiado nas drogas e foi uma longa batalha...Cheguei a ter de ir com ele com a nossa filha comprar drogas para ele consumir até o tratamento começar, nada que ele já não tivesse feito com a filha sozinho sem eu saber... só Deus e eu sabemos o quanto temi pela minha filha etc... as vezes as pessoas não têm a noção do que é a vida de uma pessoa, falam, criticam e condenam, mas, como diz o ditado falam de core, sem saber e condenam há nascença. Foi sem duvida o golpe mais duro para mim durante toda a minha relação com o Daniel, nunca pensei que o passado dele volta-se para assombrar as nossas vida e muito menos depois de o Daniel ser pai. Sempre pensei que depois de ser pai o juízo lhe fosse entrar na cabeça mas não podia ter estado mais errada. Depois desta dura realidade passamos juntos uma longa batalha, entre recaídas e vitórias fomos juntos levando o barco.
    Choramos juntos, agarrados um ao outro, entre olhares distantes, duvidas, vazio, sei lá nem consigo descrever tantos sentimentos que esta etapa das nossas vidas envolveu, mas também ouve amor, carinho, compreensão, e tantas outras coisas.
 
   Foram seis longos anos de discussões de agora Amo-te depois odeio-te, agora quero-te agora não te quero...de agora levanta e depois cai e volta a levantar, foi sem duvido bom , muito bom, mau, muito mau, uma mistura de sentimentos, como o tempo ,agora faz sol mas há noite esta um frio de rachar, agora chove mas há tarde já Neva.
  O meu filho passado uns aninhos veio cá de ferias com a minha irmã numa altura em que eu estive muito doente e estive até internada, e em que a minha filhota também rachou a cabeça na brincadeira a correr de um lado para o outro. 
   Só que até o ser que mais Ama se farta de tanto tentar. A mudança adivinha-se...

                                                  Com isto já são três da manhã, amanhã escrevo mais umas linhas da minha curta metragem de vida, até lá beijinhos em vossos corações

27/05/13



   Passadas algumas semanas o Daniel teve uma discussao com a irma e saiu de casa, telefonou-me todo zangado que nao tinha para onde ir e eu disse que podia ir morar comigo e assim foi...   
    Enquanto morou comigo foram muitas as discusoes perdi-lhe a conta, lembro de algumas nao ao promenor, mas lembro-me bem de eu estar ja com uma barriga grande e de nos nos zangarmos e ele chatear-se comigo e atirar com um prato de arroz de tomate e uma febra panada para o meio do chao e ter estragado a carpete do corredor que logo por sorte ou azar era bege, estive horas a esfregar a carpete e a chorar tanto que ate solucava, nao merecia o que me tinha feito e o Daniel ter saido de casa e ter voltado para a casa da irma, passado umas semanas veio la a casa e dormiu comigo so que desconfiada como eu andava fui mexer no telemovel dele, fiquei tao revoltada que passei a noite toda na janela a chorar. Como é que o Daniel se atreveu a ir dormir comigo, ha espera de um bébé dele e ele andava a trocar mensagens de amor com um colega de trabalho, dizia-lhe que tinha muitas saudades dela que a amava muito etc...tirei o numero dela e esperei
 que ele acordasse e fosse trabalhar, ele estava tao calmo que nem deu conta que eu nao havia dormido toda a noite, que tinha os olhos inchados de tanto ter chorado. Mesmo sem dormir fui trabalhar para o cabelereiro, na minha hora de almoco escrevi uma mensagem ha rapariga, disse-lhe tudo o que entendi, no fim a resposta foi:
   -Desculpa nao sabia que o Daniel era casado e que ia ser pai, mas podes ficar descansada eu estou devolta ao meu país.
    Mas eu nao consegui esconder ao Daniel o que tinha visto e o que sentia em relacao a isso , por isso deu dicussao mais uma vez. Andamos a trocar msgs etc... durante alguns dias e depois mais uma vez aceitei-o devolta, veio para casa e voltou tudo ao (normal).
    O tempo passou a correr quando dei conta ja estava na altura da minha princesa nascer, 9 meses passaram a correr.
     A mae do Daniel veio ca nessa altura e foi uma grande ajuda para mim, eu sentia-me muito pesada custava-me imenso andar, apesar de tudo o que ja havia passado gostava e gosto muito de falar com a senhora, sei que nao devemos confiar nas sogras afinal elas sao as maes dos nossos maridos ou neste caso companheiro ou namorado como preferirem??? !!!! A mae do Daniel cozinhava para nós, arrumava, passava,etc... foi muito bom te-la cá nessa altura.
     Como a minha bébé estava muito bem instalada e nao queria nascer tive de ser internada uns dias antes dela nascer, como ja me custava muita a andar e estava cansada foram dias agoniantes, andava no hospital corredor a cima corredor a baixo para ver se dilatava e se as aguas rebentavam e a minha bébé nascia, mas nada, tudo o que conseguia era me cansar e me sentir frustrada ao fim de uma semana decidiram que me iam rebentar as aguas porque estava a entrar em stress. E assim foi dia vinte e tres de outubro de dois mil e cinco, cinco da manha veio uma enfermeira me chamar para ir finalmente para a sala de parto, estava anciosas de conhecer a minha menina.
     Liguei para o Daniel a dizer que ia descer para a sala de partos para ele vir assistir ao parto da nossa menina. La veio o Daniel ter comigo.
     Bem, comecou todo o processo de parto, rebentaram-me as aguas e passado poucos minutos comecaram as contracoes..... dez da manha, as dores eram muitas doia-me ao fundo das costas imenso nao aguentava, o Daniel esfregava-me as costas aliviava me muito, passado um pouco perguntaram-me se queria ir para a agua, disse que sim, encheram-me a banheira com muita agua e lá fui eu para dentro  de agua e o Daniel fumar um cigarrinho,quando o Daniel chegou disse-me que ja se ouviam os meus gritos no elevador e que eu devia de dizer as asneiras em Portugues para ninguem perceber, mas eu estava tao desnortiada com as dores que nao queria saber de nada so queria que aquilo passa-se rapido, e nao havia meio de passar. Perguntaram-me se queria gás, eu tinha ouvido maravilhas daquilo e por isso disse que sim. Mais valia estar quietinha, eu be chupava no gás mas as dores estavam lá na mesma,só que quando as dores me davam como eu tinha de chupar no gás aqui dava-me uma moca descomunal que eu nao conseguia gritar nem dizer um ai,parecia que ficava anestesiada era horrivél. Pedi para sair da banheira e voltar para o quarto, devia ser hora de almoco (pois nao tinha a nocao das horas) quando me perguntaram se queria epidural, disse logo que sim estava exausta. Quando veio o anestesista eu estava descontrolada completamente so dizia palavroes, estava prontinha para levar a epidural ja em posicao para ser picada quando me deu uma contracao, o Daniel so me pedia:

-diz as asneras em Portugues!!!

 nao se cansava de me pedir mas eu estava num sofrimento que nem queria saber, estava dormente,la  passou a contracao e o medico conseguiu muito rapido me dar a dita epidural, que alivio... ja se tinham passado 12 horas em trabalho de parto e a minha bébé nao tinha ainda nascido, levei muitos reforcos de epidural durante a tarde, eram cinco e pouco da tarde quando vieram-me ver e ver se a bébé estava bem e deram-me mais uma injeccao para ajudar a dilatar so que ao fim de uma hora nada , esperaram mais uma hora e nada, entao foi uma correria, cesariana de emergencia, e assim nasceu a minha lida menina com 3.740kg uma matulona, muito inchadinha com os olhinhos abertos, o Daniel estava com o ego lá no topo, foi o primeiro a pegar na nossa princesa. Bem o sufoco tinha passado.Os dias seguintes foram muito stressantes, o medico veio ter comigo dizer que tinha perdido muito sangue, mais exactamente 1.5l de sangue, se eu queria optar por uma transfusao ou se queria recuperar lentamente e poderia demorar cerca de 2 meses até repor o  sangue que havia perdido. Falei com o Daniel e fiquei decepcionada com as reaccoes que surgiram.
   A mae do Daniel nao quis que o Daniel me doa-se sangue, por outro lado o Daniel tb tinha medo e nao gostava nada de agulhas e eu nao queria levar sangue de um desconhecido, foi uma decepcao, se ele precisa-se de sangue e eu podesse lhe doar seria a primeira a estar ali para ele, e ele nao estee para mim, mas seguindo e andando, optei por ficar animica por uns tempos e recuperar muito lentamente, devo confessar que foi muito dificil para mim, sentia-me muito cansada sem forcas e muitas vezes tive a sensacao que iria demaiar, mas consegui vencer, o Daniel apesar de tudo tambem nao se saiu mal apesar de algumas bebedeiras ainda cozinhava e lavava a loica. A mae do Daniel ainda esteve uns poucos dias connosco depois da menina nascer, e o Daniel nao deixou de sair porque a menina tinha nascido e a pior surpresa e tristeza que ele me poderia ter dado foi passados 3 dias da nossa menina ter nascido ele ter chegado muito bebado a casa e termos discutido ao ponto de eu estar a dar de mamar há nossa filhota e ele se dirigir a mim para me bater, nem a mae dele se pos a nossa frente quase que deixei cair a nossa menina foi por pouco, nesse dia partiu-me a box da televisao Portuguesa e vi as coisas muito mal paradas, chorei muito pensei que com o nascimento da bébé pensei que as coisas fossem mudar, mas nao, ele continuava igual, nao havia mudado nada. Nem o facto de estar a dar de mamar ha nossa bebe e de eu estar fragil o impediu de estar bebado e de me ter batido e partido as coisas em casa e ter sido em frente ha mae dele...


                                                                                    beijinhos em vossos coracoes até breve LB

  

26/04/13




... O Dinheiro que tinha recebido foi para a renda e para as compras, que seria suposto dar para a semana, mas o dinheiro da renda não me foi devolvido e as compras também não me mataram a fome. Mais uma vez sem casa e sem dinheiro, mais uma vez a depender da caridade, da bondade e ajuda das pessoas, nada que já não conhece-se. Mas é triste andar sempre cai e levanta.
     A enfermeira do hospital foi uma querida, acalmou-me disse que me ia ajudar que eu não ficaria na rua, depois de alguns telefonemas, a senhora disse que me iam arranjar casa e meio de sustento.
    Já depois de almoço vieram falar comigo, meteram-me num táxi pagaram e fui de olhos fechados a minha sorte.
    Foi difícil, muito difícil,sozinha a percorrer caminhos há minha sorte,quando me deixaram no destino, enfrentei muitos problemas, estava a ver que não tinha outra hipótese a não ser ficar mesmo na rua, já tinha trabalhado mas nunca descontado e isso estava me a trazer alguns problemas, a minha sorte foi que os sítios para onde trabalhei me escreveram cartas para fazer o cartão da segurança social e de despedimento, e isso ajudou-me imenso, acho que foi sorte no meio de tanto azar.
   Depois de um dia muito cansativo estava exausta, numa sala enorme,vazia sem ninguém, la estava eu a aguardar ansiosa por uma boa ou má noticia.Ao fim de algumas horas de espera apareceu uma senhora ouviam-se os passos ate que se chegou perto de mim, trazia consigo boas noticias consigo, estava feliz por não ir dormir na rua, tinham-me arranjado uma pensão para ficar, pagava um valor insignificante ate me arranjarem uma casa temporária.
    Estava contente mas por outro lado não tinha nada nem comida nem como cozinhar, a pensão que me arranjaram para ficar tinha cozinha para nós cozinharmos, tinha lavandaria também, mas os meus próximos dias adivinhavam-se dolorosos.
    Depois de ter dormido poucas outras e de ter pensado muito tive de me manter fria e pensar o que ia fazer a seguir, foi muito difícil, sair há rua para mim foi difícil tinha muito medo fiquei numa área muito perto da casa do Daniel, tinha muito medo que me fizesse mal, sabia que ele estava em liberdade e isso mexia comigo, sabia que tinha que ir na esquadra no dia seguinte para poder ir buscar as minhas roupas a casa da irmã do Daniel e alguns ou mesmo muito poucos bens alimentares, então levantei-me usei o pouquinho dinheiro que tinha e liguei para a única pessoas que nessa altura me lembrei que me poderia ajudar, não porque me fosse próxima mas porque sabia de algumas coisas que se passavam, então liguei há Filipa ela veio ter comigo, expliquei o que se tinha passado pedi-lhe que me empresta-se um talheres para comer, ela foi logo ter comigo há pensão, levou-me os talheres foi comigo há esquadra e depois foi comigo e com a policia buscar as coisas que estavam em casa da irmã do Daniel, as coisas aconteceram sem nenhum sobressalto,depois a Filipa foi-me levar há pensão e perguntou-me se precisava de dinheiro eu disse que se ela não se importa-se que precisava sim, ela perguntou quanto eu precisava mas a situação era mesmo má e embaraçosa não tinha coragem de pedir muito e pedir só uns troquinhos poucos, a Filipa queria me dar mais mas eu preferi assegurar que depois lhe podia dar o que me estava a emprestar na altura, ainda me disse que podia contar com ela era só lhe dizer que ela estava la para mim. Para uma pessoa que tinha falado poucas vezes foi uma boa amiga para mim.
   Depois de ela ter ido embora fui há rua, tratar dos papeis de fundo de desemprego pois precisava de dinheiro para comer, e fui dei os papeis que tinha dos trabalhos que tinha tido, e no mesmo dia deram-me s papeis para ir abrir conta que não tinha para poder receber o fundo de desemprego.Depois de ter saído do centro de emprego fui gastar o pouco dinheiro que tinha. Então fui comprar um tachinho (um euro), depois comprei fruta e la fui eu para a pensão. A pensão era rígida tinha horários e tinha de os cumprir no máximos as 11 da noite tinha de estar dentro da pensão. enquanto estava la dentro sentia-me bem, dormia sempre que podia para não ter fome, porque não tinha muito o que comer e só comecei a receber do fundo de desemprego ao fim de 2 semanas, comia fruta ou uma refeição de (um euro) e dormia, quando recebi do fundo de desemprego, fui na Internet e liguei para a minha mãe e para a minha ex-patroa em Portugal,a minha mãe queria que  fosse para franca para ao pé dela mas eu não queria incomodar ninguém e a minha ex-patroa mandou-me dinheiro que fiquei a pagar sempre que podia, nunca me vou esquecer dessa senhora ainda hoje quer que volte a Portugal e que trabalhe para ela um amor de pessoa com um coração enorme, ajudou-me muito, mesmo quando estive em Portugal. Depois comecei a ir na Internet a seguir ao jantar para falar com os meus amigos afinal era mais barato e podia ir uma ou duas horas por dia para me entreter.
     Passadas duas semanas cruzei-me com o Daniel na rua o meu coração disparou, batia como se fosse saltar da boca para fora, tremia muito esta com medo que me para-se a carrinha e me viesse insultar ou sei lá, não consigo explicar, foi muito mau o que senti, mas ele olhou mas não parou ia acompanhado já não me lembro com quem mas ia feliz a rir, viu-me, mas não parou foi um alivio apressei-me a ir para a pensão, não fosse ele voltar para trás. Há noite quando acabei de jantar fui há Internet, o Daniel estava online, meteu conversa comigo, tive a sensação que estava calmo, perguntou se estava bem,etc... senti-me tranquila não sei porque!!! Começamos a falar na Internet e depois marcamos um encontro, levou-me a comer fora, (se tive-se pensado bem e uma pessoa no seu estado normal não iria se encontrar com uma pessoa que já tinha feito bastante mal), mas eu amava-o muito e era difícil para mim tudo o que se estava a passar. Na altura tinha um processo a decorrer contra ele e ele sabia disso, nesse encontro que tivemos pediu-me para tirar o processo que me amava e bla bla bla, eu disse-lhe que não tirava se ele me amava só tinha de assumir e pagar pelo mau bocado que me havia feito passar, comecei a ficar nervosa e com medo, começou a implicar comigo, acabei por deixar o restaurante e fui para apanhar o autocarro, ele veio atrás de mim que me levava a pensão, só que eu estava com medo do que pudesse acontecer, mas ele insistiu e eu fui com ele. Largou-me na pensão e foi embora, trocamos mensagens, nos dias seguintes falávamos na Internet sobre nomes para bebé se fosse menino ou menina, só que o Daniel não gostava de nomes nenhuns, só consegui que ele gosta-se de um  nome de menina, e foi o nome que prevaleceu etc... deu-me a volta acabei por ir tirar a queixa a policia, a policia bem tentou que eu pensa-se bem mas eu amava o Daniel,só queria esquecer mais uma vez o que se tinha passado e acabei por retirar mesmo a queixa.
   Passadas umas semanas chegou uma boa noticia, deram-me casa com dois quartos estava contente finalmente uma casinha para mim e para o meu bebé.
    Liguei ao Daniel e a irmã dele emprestou-me umas almofadas micro ondas, chaleira, torradeira,  eu fui comprar umas roupas de cama e pronto estava eu instalada na minha nova casinha, foi um alivio, passados uns dias convidei o Daniel par ir conhecer a minha casa ele foi, apareceu la já um pouco bêbado, fartou-se de chorar que estava arrependido pelo que me havia feito, que não me merecia, etc... acabamos enrolados de novo foi o que foi.
    O tempo que tinha estado na pensão e por me encontrar numa situação difícil, arranjei um trabalho a dinheiro num cabeleireiro só ao fim de semana e foi com esse dinheiro que fui comprando coisas para casa assim como televisão, roupas de bebé etc...




                                                       Foram algumas semanas sem vos escrever, pois ando um pouquinho atribulada com o meu novo negocio mas espero que não deixem de seguir o meu blog, já é de madrugada vou dormir duas horinhas beijinhos nos vossos coracoes. LB

26/03/13




  O Daniel não sabia se me podia ir ou não buscar-me ao trabalho, tinha ido para fora nesse dia, e tinha levado com ele o tal amigo com quem não me dava muito bem. 
   A noticia que tinha para lhe dar não era noticia que se desse por telefone, o Daniel la conseguiu ir-me buscar como lhe havia pedido. Passei a tarde toda a pensar como que ia dar a noticia, afinal era a noticia que já esperávamos há tanto tempo, mas por outro lado também já tínhamos feito outros planos não sabia como ele iria reagir, mas como ele me tinha pedido tanto e como durante tanto tempo esperamos por esse rebento, que esperava que ele ficasse eufórico e até mesmo desse gritos de alegria, quando chegou ao pé de mim dei-lhe o teste para a mão, ele olhou para o teste e sorriu para mim e chamou-me palhaça , como as vezes me chamava, mas no bom sentido, trocamos um beijinho, mas não foi aquela alegria que esperava, depois mais tarde disse que estava chateado porque devia ter feito o teste com ele, depois fiz outro teste para ele não pensar que eu lhe estava a mentir, mas acho que já não era relevante. 
   No meu trabalho a minha patroa e a minha colega de trabalho estavam a tentar engravidar e por isso ela tinha me contratado, para o caso de uma das duas ficar gravida eu cobrir o lugar, logo para azar delas quem engravidou fui eu, e para meu azar ela despediu-me porque gravida não lhes servia para o propósito que me tinham contratado. Trabalhava mais esse fim de semana e ficava por ali.
  O Daniel gostava de sair, de ir ao café beber um ou uns copos, eu já não ia com ele, pois já tinha medo, cada vez que saiamos os ciumes dele estragavam sempre a noite e por isso eu preferia ficar em casa, mesmo assim as vezes a noite acabava mal, e essa foi mais uma entre tantas outras. 
   Sábado foi o meu ultimo dia de trabalho, chegou o final do dia e a patroa pagou-me, cheguei a casa paguei a renda as compras e fiquei com pouco dinheiro na carteira, afinal só trabalhava dois dias por semana também não recebia muito, o Daniel como de habito saiu queria que fosse com ele, mas eu não fui, disse-me para ir com a irmã dele, mas eu disse que não ia, se fosse que ia a um restaurante café ali perto e vinha logo para casa. E foi isso que fiz, a irmã dele estava la com umas amigas que temos em comum, sentei-me na mesma mesa, mas a minha cabeça não estava ali e também não me estava a sentir confortável,  afinal nessa altura não conhecia muito bem as pessoas e por isso passado pouco mais de meia hora fui embora, mas o Daniel costumava ir noutro café restaurante ali perto e resolvi la passar, espreitei há porta para ver se ele la estava, quando o vi reparei que já estava com os copos e não valia pena eu entrar, sabia que não ia correr bem, então fui dali para casa.
   Quando cheguei a casa deitei-me, já de madrugada o Daniel chegou a casa muito bêbedo e com vontade de implicar comigo, puxou-me os lençóis, acordei  assustada mas agarrei nos lençóis e voltei a me deitar, mas ele começou a dizer que não era o pai do meu bebé, e a discussão começou, começou a dar-me com os pés onde calhava na barriga, nas pernas, eu levantei-me e comecei a empurra-lo, ele encostou-me na parede, a irmã dele entrou no quarto, mas também não ajudou muito, os óculos dele caíram no chão e a haste  partiu, eu fugi para a sala, o Daniel ainda andou há volta para ver se me apanhava, mas assim que pode vesti um casaco agarrei na minha carteira e telemóvel e fugi. Quando sai porta fora, não tinha destino, não conhecia ninguém que me pode-se ajudar, não tinha dinheiro para ligar a ninguém  estava perdida no desconhecido. Uns metros mais há frente comecei a sentir falta de ar, pensei que seria de estar a chorar compulsivamente, e tentei acalmar-me...mas não resultou, estava muito frio, estava cada vez com mais dificuldade em respirar, nem tinha a uma bomba de asma comigo e estava a ter um ataque de asma no meio da rua, peguei no telemóvel e liguei para a ambulância, pediram-me para me acalmar porque não me conseguiam perceber, tentei me acalmar perguntaram-me o nome da rua onde estava, eu nem sabia o nome da rua, pediram-me para procurar o nome da rua em algum lado,quando dei o nome da rua, depressa chegaram ao pé de mim. Assim que entrei na ambulância puseram-me a oxigénio, demorou um pouco a estabilizar mas já era um alivio estar a respirar melhor, perguntaram-me imensas coisas entre elas se poderia estar gravida eu disse que estava gravida. Quando cheguei ao hospital já estavam os médicos há minha espera, ao fim de uns minutos o medico saiu com uma cara de preocupado e voltou com outra medica que também me examinou, saíram os dois sem me dizerem nada,voltaram  fizeram-me perguntas e o que estava fazer na rua sozinha tão tarde, contei-lhes o que se passou, poucos minutos depois a policia estava no hospital, pediram para ter calma que já sabiam o que tinha acontecido, os médicos que tinham estado a me acompanhar voltaram e pediram para ter calma  e que não tinham boa noticias para mim, por isso a policia estava ali...fiquei assustada eu só tinha entrado no hospital com falta de ar, doía me o corpo mas eu sabia o porque de me doer, nem me queixei, estava a ser um péssimo dia, parecia um pesadelo só queria acordar, os médicos, perguntaram-me se eu sentia o bebé, respondi que não pois ainda não sentia o bebé, mas os médicos disseram que estavam preocupados porque não ouviam os batimentos cardíacos do bebé e que aquela hora não tinham ecografia disponíveis que tinha de esperar para o dia seguinte para fazer uma e ver como estava o bebé para começar a preparar-me podia confirmar-se o pior... entrei numa angustia descontrolada, a policia disse que ia prender o Daniel por violência domestica porque o que ele tinha feito era crime, pedi-lhe para não o fazer pois a irmã dele tinha me dito que se algum dia chama-se la a policia a casa que me punha na rua, mas a policia disse para eu não me preocupar com isso, que eles tinham de fazer o trabalho deles, implorei para não o fazerem mas não me valeu de nada. A noite foi longa a espera pela ecografia estava-me a matar de angustia, só chorava perguntei a uma policia o que iria acontecer ao Daniel, disse-me que iria ser preso pelo menos ate ter noticias sobre o bebé, se eu tivesse perdido o bebé que iria ser presente a juiz para sentença pelo crime e que já não saia da cadeia, se o bebé estivesse bem ele saia da cadeia e ia esperar sentença cá fora se eu continua-se com a queixa.
    A muito custo e já exausta adormeci, acordei com a medica a chamar-me para ir fazer o exame, quando vi o meu bebé naquele ecrã pela primeira vez só rezava para ouvir aquele coraçãozinho bater e o ver mexer, as lágrimas caiam-me cara abaixo como se fosse um rio, no meio de tantas desgraças o meu bebé estava bem, mas estava sossegadinho só se ouvia o coraçãozinho bater... de volta ao meu quarto o meu telemóvel tocou... era a mãe do Daniel chamou-me p--- que por minha causa o filho dela estava preso, nem perguntou pelo bebé, se estávamos bem, saiu logo em defesa do filho, saltou-me as palavras e disse-lhe que p--- era ela e para tomar atenção ao que estava a dizer porque quem tinha sido mal tratada tinha sido eu, como a senhora não se acalmava tive de desligar o telefone. 
   Como estava tudo bem tive alta do hospital, perguntaram se queria ligar a alguém, disse que não porque não conhecia ninguém, perguntaram se tinha para onde ir se tinha dinheiro etc..., disse que não que só tinha umas moedas, já não sai do hospital...



      Já é tarde outro dia continuo mais um pouquinho esta parte é dolorosa e custa-me imenso relembrar foram tempos difíceis para mim mas vou continuar a partilhar convosco a minha angustia bjnhos em vosso coracoes
ate breve

08/03/13



... Morei nessa casa pouco tempo, mas foi  tempo suficiente para o meu filho vir passar uns dias comigo, o meu ex-marido ofereceu-se para o vir trazer uns dias, se não me engano foi numas ferias de Páscoa foi pouco tempo mas o meu filho estava feliz por vir, enquanto trabalhava a mãe do Daniel ofereceu-se para cuidar dele, foi uma boa ajuda, as ferias acabaram e o meu ex-marido veio buscá-lo, depois disso mais uma vez o azar me batia há porta.
    O irmão da senhora a quem tinha alugado os anexos viria fazer um trabalho para a zona, a senhora pediu-me que sai-se dos anexos, precisava deles para o irmão, fiquei aflita e preocupada pois não sabia o que ia arranjar depois. Nisto encontrei uma senhora na rua que já não me lembro dela, se passar na rua já não a conheço, com muita pena minha, pois a senhora foi uma grande ajuda. Aparentemente a senhora foi ás compras num super mercado numa aldeia vizinha, e nesse super mercado tinha umas lojas cá fora, tipo um pequeno centro comercial, entre elas tinha um cabeleireiro, nesse cabeleireiro tinham um anuncio a pedir empregada e a senhora tirou o número para me dar, foi um amor. Quando me viu na rua chamou-me,  disse que se lembrou de mim, que merecia ser feliz, desejou-me boa sorte, existem pessoas com muito bom coração.
   Apressei-me a telefonar e depressa marquei entrevista, quando fui há entrevista correu tão bem que fiquei com o trabalho, logo de seguida recebi uma chamada que uma rapariga noutra aldeia ali perto procurava alguém para partilhar apartamento, liguei-lhe também, fui ver o quarto não tinha nada mas fiquei com o quarto. A rapariga era muito fixe gosto muito dela, ainda hoje mantemos contacto, vivemos coisas engraçadas, apesar de ter sido por pouco tempo. As coisas estavam a começar a correr bem finalmente.
    Despedi-me do café da senhora que apesar de ser muito exigente também tinha bom coração,  também trabalhava lá uma senhora, que devo confessar foi quem mais me custou deixar para trás,  foi ela quem me deu muita forca para aguentar ficar ali a trabalhar e aguentar o mau feito da patroa, bem depois de me despedir e contas feitas, lá fui eu á minha vida. Também sai dos anexos (ainda fiquei a dever renda a essa senhora durante uns dois anos talvez, mas assim que pude enviei-lhe o dinheiro e graças a Deus não devo nada), e mudei-me para o quarto. Foram mudanças boas, algo de bom na minha vida começou a acontecer. A minha relação com o Daniel não era má na altura mas também não era boa, ele tinha imensos ciúmes, e não gostava que sai-se sem ele. Ele tinha arranjado um trabalho como segurança e trabalhava no turno da noite, e controlava-me muito, para ter a certeza que não saia há noite. Quando chegou o euro 2004, havia muitas pessoas na rua a festejar as vitorias de Portugal, era lindo de ver a alegria das pessoas, os gritos que davam GOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOO, era mais um golo de Portugal, as buzinas dos carros, as pessoas a comer caracóis e pão torrado com manteiga, a beber cervejas, as bandeiras de Portugal casa sim, casa sim, era fascinaste saiamos há rua e só ouvíamos a falar do euro 2004, que saudades. Quem não estava muito contente era o Daniel, pois estava a trabalhar e gostava de estar a festejar e a ver os jogos e não podia, e por isso não achava muita piada o facto de eu o fazer,(ele esta não sabe, mas certamente que agora vai ficar a saber, uma vez que segue este blog), eu saia com a rapariga com quem partilhava o apartamento e ia comemorar para a avenida lá da aldeia como todo o mundo fazia, foram grandes momentos, divertimo-nos muito. Ainda chegamos a ir a uma festinha lá numa aldeia perto da mãe dela, dar um pezinho de dança,  esta o Daniel nunca soube. Foi nessa altura que o Daniel me escreveu uma carta, que ainda hoje guardo comigo,(talvez a publique mais tarde), nessa carta ele escreveu coisas que era impossível ele não ter razão  concordava com cada palavra dele, entre todas as verdades que ele dizia nessa carta a mais pura verdade era que eu estava em Portugal, mais perto do meu filho mas mesmo assim tão longe como se estivesse fora de Portugal, pedia-me que pensa-se em voltarmos para o estrangeiro, uma vez que receberíamos há semana  e as dificuldades acabariam ou pelo eram menos não eram tão grandes, em Portugal nunca tínhamos dinheiro, nem para poder estar com o meu filho. Ele tinha toda a razão.
    Foi das cartas mais sinceras e a única que o Daniel me escreveu, tocou-me no coração.
    O tempo foi passando, eu AMO o meu país, custava-me muito pensar em ter de voltar a sair do meu país. O Verão decorria, o Daniel e eu passamos bons momentos na praia, pelo menos nunca nos zangamos por ir há praia, ao menos isso, acho que foi das poucas coisa que tínhamos em comum e que gostamos de fazer juntos.
    Numa noite de Verão bonita e agradável , eu e o Daniel zangamo-nos, e a minha colega com quem partilhava a casa convidou-me para ir beber um copo com uma amiga dela, eu aceitei, quando voltamos dei conta que estava a ser seguida. Era o Daniel quando chegamos perto de casa acelerei para ver se parava o carro depressa para entrar dentro de casa sem o Daniel se meter comigo, mas ele foi mais rápido que eu, se não fosse a minha amiga se ter metido a frente e dizer-lhe se quiseres para lhe bater primeiro, disse ela muito corajosa 

- Bates-me a mim porque só lhe bates se passares por cima de mim! 

Foi muito corajosa; vontade de me bater não faltava ao Daniel por eu ter saído, mas não me bateu, discutiu imenso comigo no meio da rua, e foi embora.
   No meu trabalho as coisas corriam muito bem, adorava a minha patroa, é uma pessoa muito humana, tinha cabeleireiros e ourivesarias, nesses centro comercial onde eu trabalhava ela também tinha uma ourivesaria as minhas colegas de trabalho eram espetaculares,  dávamos nos todas muito bem, riamos imensos, a minha Patroa costumava-me levar com ela para ir cobrir férias em outros cabeleireiros, mas o Daniel não gostava nada disso, gastava muito dinheiro em mensagens para nada só discutíamos tinha muitos problemas com o Daniel, mas enquanto estava no meu trabalho eu esquecia esses problemas, sentia-me bem. Ainda hoje quando falo com as minhas ex-colegas de trabalho relembramos com muita saudade esses momentos, foi o melhor trabalho que tive até hoje, pelo menos o que mais gostei em Portugal. Uma noite cheguei a casa senti-me sozinha esgotada das minhas discussão com o Daniel e sentei-me há mesa com uma data de medicamentos há minha frente, queria morrer, já estava esgotada de lutar e de não ser feliz, tomei os medicamentos todos, depois deitei-me mas comecei a sentir me mal e sai de carro, arrependi-me do que tinha feito e queria ir ao hospital mas quando cheguei ao centro da vila já não conseguia conduzir, telefonei para as urgências e pedi uma ambulância, fui para o hospital, a policia ficou com o meu carro, fizeram-me uma lavagem ao estômago e no dia seguinte sai do hospital, o Daniel não me foi buscar e fui a pé para casa era longe foi mais de uma hora a pé. Quando cheguei há vila fui buscar o meu carro e fui para casa descansar, não estava bem.
  Passado pouco tempo tive uma proposta que me pareceu boa, e mudei de emprego. Passados uns dias fiquei doente, estava com uma otite, fui no medico deram-me antibióticos,  mas ao fim de  quinze dias a infeção teimava em não ir embora, e tinha febres altas, fui de novo a médico e passou-me uma carta para o hospital. Tinha pouco dinheiro e o hospital ainda era longe, combinei com o Daniel, como ele não conhecia a minha irmã e o hospital não era muito longe de onde ela vivia e eu também já não via a minha irmã há imenso tempo, aproveitávamos já que íamos la perto e íamos ter com ela, assim eu ia há consulta depois ia ter com a minha irmã e ele já a ficava a conhecer. Então lá fomos nos há consulta, a otite não passava porque era uma otite externa e não podia apanhar humidade nenhuma mesmo e por isso tinha de ter muito cuidado, a consulta terminou e pensava que ia ter com a minha irmã, mas o Daniel disse que um amigo dele do estrangeiro estava em Portugal e que queria ir ter com ele, mas como cada vez que eles se encontravam era bebedeira pela certa, eu não queria ir e depois a minha irmã é família muito mais importante que os amigos, pelo menos para mim é assim. Mas o Daniel argumentou que a minha irmã era longe e que o amigo era ali perto, não queria discutir até porque estava doente, o Daniel levou a dele avante e eu fiquei danada, quando la chegamos ao pé do amigo dele, falaram e tal, fomos almoçar ali perto, eles começaram a beber e eu só pedia ao Daniel  para ir embora queria ir me deitar não estava bem, mas começaram a beber e esqueçam lá isso, os amigos dele ficaram logo comigo de ponta, depois andaram de tasco em tasco e eu no carro, já estava furiosa. ao fim do dia disse-lhe que levava o carro porque ele estava bêbado, foi logo uma discussão enorme por causa disso, acabou ele por levar o carro, estava cheia de medo a viagem era longa e os riscos eram muitos. Foi uma discussão em vão ele acabou por ir a conduzir. Quando chegamos perto de casa as coisas pioraram e já não me lembro bem como foi mas sei que acabamos a discutir e deu para o torto e largou-me em casa e ele foi embora para a dele. No outro dia fui trabalhar e há hora de almoço vim a casa como fazia as vezes e estive com ele só que as coisas ficaram piores e mais uma vez levei na cara fiquei fora de mim, liguei para o trabalho, não estava em condições de ir trabalhar empacotei as minhas coisas carreguei o carro e fui ao meu trabalho, despedi-me  recebi o pouco que tinha para receber , liguei para o Daniel disse-lhe que estava de partida pediu-me para me ir despedir dele e eu fui. Quando me fui despedir do Daniel fui surpreendida com as coisas que me disse, nem queria acreditar no que estava a ouvir, O Daniel disse-me que estava metido nas drogas, pensei por breves momentos que me estava a mentir só para eu não ir embora, mas disse-lhe que se cuida-se e fui embora. A troca de mensagens e as saudades do Daniel eram muitas, mas como eu podia ter saudades? Ele tratava-me tão mal !! mas quando pensava no sorriso dele, na voz, nos momentos bons que também já tínhamos passado, toda a raiva que sentia por ele passava e parecia que se transformava num amor plutónico,  Ele por sua vez (e segundo o que a minha sogra me havia contado) pediu dinheiro há mãe para me ir buscar que me amava e não conseguia viver sem mim. A minha sogra sempre fez tudo por este filho e mais uma vez não se viu a dizer-lhe que não.  Uma semana depois de eu ter partido para a minha terra o Daniel foi me buscar. Mas por incrível que pareça ate nesse dia as coisas correram mal, ele bebeu disse-me coisas que não devia ter dito ate me acusou de ter ido para a cama com um tio meu. Sinceramente dizia as coisas para me magoar, era o meu tio, o Daniel era muito ciumento, possessivo  e isso era notório a cada dia que se passava. Mesmo assim fui com ele mais uma vez. Prometeu-me que se voltássemos para o estrangeiro que se tratava e que essa fase má iria passar. Quando voltei, fiquei em casa dos pais dele, fomos tratar de ir buscar o resto das coisas que tinha deixado no quarto, onde eu estive a morar e que tinha deixado para trás. Depois liguei para a minha ex-patroa e pedi-lhe  trabalho, disse-lhe que seria apenas por mais um mês  ela aceitou-me de volta por mais um mês. Um mês depois estávamos de volta ao estrangeiro.
  Ficamos em casa da irmã dele a pagar uma renda, ele arranjou logo trabalho eu ainda demorei umas semanas arranjar trabalho, mas finalmente arranjei trabalho. O Daniel já me havia pedido para lhe dar um filho já havia mais de um ano, mas quando voltamos já nem pensava nisso já nos havíamos magoado demais acusando-nos um ao outro por eu não ficar de bebe, todos os meses gastava dinheiro em testes de gravidez bastava o período ficar atrasado um dia e já eu ia a correr para a farmácia  pensei muitas vezes que a razoa de eu não ficar de bebe pudesse ser a causa de todos os nossos problemas, mas sinceramente  já nem pensávamos nisso os planos eram trabalhar e poupar o que podermos e tentar fazer vida. Mas o destino prega-nos partidas. Estava no trabalho o meu período atrasou-se uma semana e eu estava muito ansiosa  normalmente já teria ido a correr para a farmácia  mas aguentei uma semana e como nunca mais vinha decidi fazer o teste sem dizer nada a ninguém  O teste deu positivo estava feliz mas não acreditava tanto não acreditava que fiz 5 testes mas estavam todos positivos, depois sim já acreditei. Liguei ao Daniel pedi-lhe que me viesse buscar ao trabalho…


Nota: Demorei uma semanas para publicar esta pagina, tenho andado muito ocupada mas aqui esta mais um pouquinho de mim para vocês e em breve espero ter mais um pouquinho para partilhar convosco, beijinhos em vossos corações até breve. LB

15/02/13




...
   Pensei que o meu destino seria voltar para Portugal, afinal estava sozinha, sem amigos, família  sem namorado, sem trabalho, com o dinheiro que tinha recebido tinha duas hipóteses  a primeira pagava a renda e podia ficar mais dois meses e ficava com pouco dinheiro que não daria para me sustentar por muito tempo, a segunda  seria comprar o bilhete para Portugal ficar em casa de um familiar e ai te

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ria algum dinheiro para dar para a comida durante algum tempo, não muito mas pelo menos a possibilidade passar dificuldades seria muito pouca. Resultado final iria ser o mesmo sem nada.
    Adivinhava-se um período mesmo difícil, não tinha muito tempo para tomar decisões. Num entanto o meu coração não parava de pensar no Daniel, apesar de tudo o que já havia passado com ele, sentia muito amor por ele, lembrava-me de algumas das conversas que havíamos tido, que me havia dito que não ia a Portugal há 3 anos, por isso não via o pai há três anos. Apesar do pouco dinheiro que tinha, já tinha decidido o que ia fazer.
    Logo pela manha, liguei a minha senhoria entreguei o quarto, explique a minha situação, disse-lhe que era melhor assim, não queria ficar a dever-lhe nada, ela foi muito minha amiga  teria poucos dias para sair.
   Depois liguei para o Daniel, pedi-lhe que nos encontrássemos num parque que eu gosto muito de ir. Quando nos encontramos disse-lhe que ia embora, que tinha pensado em lhe oferecer os bilhetes para ele ir ver o pai que na via há 3 anos e perguntei-lhe se aceitava, aceitou e fomos juntos de autocarro de volta para casa uma vez que ele não morava muito longe de mim. Quando chegamos na despedida foi inevitável, inconscientemente demos as mãos há saída do autocarro, pedi desculpa, ainda não me havia conformado com a nossa separação e afinal ainda o amava, ele riu-se  puxou-me e beijamo-nos. Depois ofereceu-se para me deixar a porta de casa. Quando chegamos despedimo-nos cada um foi para sua casa.
   Estava tudo confuso não sabia o que ia acontecer depois. Acabamos por marcar as passagens para iremos os dois juntos para Portugal, pediu-me que fosse com ele, aceitei. Antes de ir havíamos combinado que íamos juntos mas que ele depois regressaria ao estrangeiro e eu ficaria. 
  Comecei a preparar a minha chegada a Portugal, para isso teria de arranjar trabalho imediatamente. Fui num cibercafé comecei a pesquisar trabalho e depressa arranjei uma entrevista para o dia a seguir há minha chegada. 
   Os dias passaram a correr, depressa chegou o dia da Partida, estava extremamente ansiosa. 
   Finalmente solo Português, a única coisa que me deixava triste era continuar longe do meu filho, mas a possibilidade de poder ir mais vezes ter com o meu filho era maior, afinal não seria assim tão dispendioso quanto isso.
    Dia seguinte fui há entrevista e fiquei com o trabalho, ia ganhar a comissão num cabeleireiro não era mau de todo, era melhor que nada para começar.
    Estava contente, trabalho novo, cheirinho a Portugal o eco era diferente, estava perto do mar que tanto amo, amo o cheiro, a cor, a vista, a sua  imensidão, a sua bravura, amo tudo o que me faz sentir quando olho para ele, a energia que me dá, sinto-me feliz quando inspiro o cheirinho e sinto a brisa no meu rosto, hummmmmmm nem consigo descrever tudo o que o mar me dá e transmite é magico e pronto.
     Estava tudo a correr bem, mas depressa a minha vida se tornou num inferno. 
Um dia cheguei a casa e a mãe do Daniel ameaçou-me que ia contar ao Daniel que eu tinha dormido com o António quando estive cem Portugal pelo Natal, mas ela havida dito que foi o meu filho que lhe tinha dito, que ela tinha ligado para o António, que ele nem desmentiu nem confirmou, que lhe perguntou se ela tinha falado comigo, aparentemente ela disse-lhe que sim, ao que ele lhe respondeu:
 - Então se ela lhe disse que não, tem ai a resposta!!!
 Mas a mãe do Daniel queria que eu fala-se com ele e lhe conta-se, mas não havia nada para contar, mas ela insistia, antes que ela fosse contar mentiras ao Daniel, resolvi contar o que se tinha passado e que a mãe dele estava a ameaçar-me, infelizmente o Daniel  acreditava em tudo o que a mãe diz, e o Daniel exaltou-se comigo  e as coisas correram mal. Com medo corri para uma tasca ali perto, estava assustada e com medo que ele me bate-se, não seria a primeira vez, liguei para a GNR mas ele apanhou-me, logo por azar os senhores donos do café, foram para a cozinha e o Daniel entrou no café, deu-me um estalo, fiquei  exaltada gritei, fiz um drama descomunal, a GNR veio, ele queria por as minhas malas na Rua, não queria nada comigo, mais uma vez me vi na Rua, sem dinheiro, sem conhecer ninguém, sem nada. A GNR levou-me, apresentei queixa do Daniel, mas eu estava tão fora de mim, tão nervosa, que eles não me levaram a serio e aparentemente ainda perguntaram ao Daniel se eu era maluca, esta não era a primeira vez que alguém me chamava maluca. A GNR perguntou-me se conhecia alguém, disse que não,  perguntou-me se trabalhava, disse que sim e depois perguntou-me onde? Aquela dita cidade era tão pequena que o GNR conhecia a senhora para quem trabalhava e onde morava. Levou-me lá, podia ser que a senhora me empresta-se dinheiro para comer e para ter para onde ir, a senhora não tinha dinheiro consigo mas depressa se mostrou pronta a ajudar, mandou o senhor da GNR ir numa pensão lá perto para eu ficar, que ela ia depois pagar a conta e para me darem de comer, estava com muita vergonha, nunca tinha passado por humilhação tão grande, a pensão era tão velha que a torneira do quarto pingava, cheirava a mofo, não consegui dormir toda a noite. No outro dia fui trabalhar normalmente, vi-me a ser ajudada por gente boa, que me deu almoço, jantar, me levava a roupa para lavar, que sem me conhecerem, cuidaram bem de mim, ajudaram-me a arranjar um quarto em casa de uma senhora de idade com uma historia de vida de muito trabalho, uma querida a Senhora, alias todas as senhoras que me ajudaram foram uns amores comigo, já mais vou esquecer o que fizeram por mim. Num entanto a senhora para quem trabalhava, pediu-me desculpa mas eu não podia continuar a trabalhar lá, que a mãe do Daniel esteve lá, mas que não era por isso. Até hoje não sei o que ela lhe foi dizer, mas nada me tira da cabeça, que fiquei sem o trabalho por causa disso, mas andando, ela deu-me uns dias para arranjar trabalho antes de sair dali, ate me ajudou a encontrar trabalho.
   Bem agora tinha um quarto e tinha um trabalho novo, não tinha era experiência em trabalhar em café  quer dizer ter tinha mas não era muita. A Senhora do café era muito exigente, havia palavras ou bebidas como um abatanado que no norte chamamos de meia de leite que eu não conhecia, e a senhora indignava-se com isso, hoje riu-me mas na altura ficava danada por ela me tratar mal, mas não fazia por mal era feitio dela, trabalhava junto com uma senhora que me dava muito apoio e para eu ter calma , tinha uma voz doce, e depois a minha patroa também era minha amiga, tinha o meu ordenado e ainda me dava almoço e comida para levar para casa era um doce apesar de tudo. O Daniel e eu encontramo-nos para falar chorei muito. Mas mais uma vez mesmo depois de tudo acabamos por voltar, eu devia ter ter mais respeito por mim mesma mas enfim, o juízo era pouco. Umas palavras doces e umas lágrimas e eu mais uma vez cai nos braços dele. Depois ele também me levava comida, apesar de lhe dizer que não precisava da pena dele, disse-me que não fazia isso por pena que tinha pedido há mãe, e ela tinha feito para mim.
   Ele tinha de regressar ao estrangeiro, foi para se despedir de mim, mas disse-me que não conseguia ir-se embora e me deixar para trás, eu não podia voltar para o estrangeiro, não tinha como tão pouco, ele acabou por ficar em Portugal também.
    A Senhora a quem eu tinha alugado o quarto, era uma senhora muito conservadora, ainda daquele tempo que as senhoras namoravam há janela, não saiam a noite e entravam cedo em casa,  por isso criticava as modernices e controlava as minhas saídas, só depois de eu entrar em casa dormia descansada. Tenho saudades dela, era muito minha amiga, fizemos companhia uma a outra. De toda a maneira como qualquer rapariga jovem não gostava destes controles todos, arranjei outro sitio para onde ir, uns anexos com as condições necessárias para eu estar, não era nenhum luxo, era frio mas era melhor que nada…


                                                                                Nota: Depois continuo mais um pouco, custa-me imenso falar destes momentos tão difíceis e inimagináveis na minha vida, preciso de uma pausa...beijinhos em vosso corações, até breve… 

08/02/13


  NOTA: Depois de ter sido intimidada resolvi avançar, depois de muito pensar e de me informar as consequências do meu  acto de escrever este blogue não são nenhumas, eu assumo todos os meus actos e tudo o que aqui escrevo, se alguém se sentir lesado eu estou aqui para assumir e resolver as coisas, posso perder muita coisa mas ganho aqui assas para a minha liberdade de expressão.


...
     As coisas estavam a correr bem para o meu ex-marido começar a estragar tudo, parecia que não podia me ver renascer de novo, mas infelizmente muita coisa começara a correr mal. 
      Estava há pouco tempo no estrangeiro,podia conhecer o Daniel bem, pois havíamos falado imenso na Internet. Um dia estava na cozinha e a irmã do Daniel fez-me uma pergunta, se eu sabia que o Daniel sonhava ter filhos e casar pela igreja, isto porque lhe havia dito que casei uma vez e que nunca mais voltava a casar, também podera depois da experiência que tinha acabado de ter , não era para menos , mas depois fez-me outra pergunta e essa sim me deixou a pensar onde me havia metido.Perguntara-me se o irmão havia-me contado que tinha sido toxicodependente; lembrei-me logo de um caso que conheci muito de perto, e sabia bem que não era fácil conviver com uma pessoa nessas condições, mas depois disse-me que já havia sido há três anos atrás, fiquei mais aliviada, mas isso explicava o facto de o Daniel beber imenso, pelo menos ao fim de semana apanhava sempre a bebedeira. Pusera-me a pensar porque é que o Daniel me haveria escondido tal coisa, resolvi falar com ele.
   Ele disse que sim que era verdade mas que depois falávamos sobre isso, tivemos a nossa primeira troca de palavras menos amorosa passados poucos dias e chamei-lhe bêbado, ele não gostou saiu chateado e resolveu sair. Passado um pouco ligou-me, pediu-me para ir ter com ele num café ali perto, onde costumava-mos ir beber café depois do jantar. Quando lá cheguei estava a beber, sentei-me, e ele começou a falar. Disse-me que preferia que lhe chama-se toxicodependente do que alcoólico, porque sentia que a droga ainda lhe corria no corpo, mas que o álcool não,nem se sentia alcoólico nem de longe nem de perto, fiquei sem saber o que dizer, lembrei-me de novo da situação que outrora conhecera, e lembrei-me de ter ido a umas das consultas que essa pessoa tivera, de a psicologia ter me dito que as pessoas toxicodependente depois de saírem da droga tem uma tendência de se refugiarem no álcool, que são pessoas obsessivas, possessivos que precisam de muita paciência, compreensão, etc... 
   Por mais que quisesse não sabia o que dizer ou fazer tão pouco, estava apaixonada por ele e não me passava pela cabeça deixa-lo por uma coisa que já havia acontecido há três anos atrás. Todo mundo tem direito a uma oportunidade, eu só estava magoada por não ter sido ele a me contar,estava a ama-lo mesmo que tivesse sido toxicodependente, passado é passado.
    Sempre que recebia  meu ordenado telefonava para falar com o meu filho, isto era todas as semanas.Quem atendia sempre o telefone era o meu ex-marido, por isso falava sempre com ele primeiro, um dia estava na cabine telefónica pertinho la de casa e o Daniel apareceu, mas quem mal não vê mal não pensa, e continuei a falar. Depois de ter desligado o telefone e sem ter falado com o meu filho, eu e o Daniel discutimos, acusou-me de gostar do meu ex-marido nem se quer percebia que lhe ligava para falar com o meu filho, nesse dia levei a primeira chapada do Daniel, fiquei apavorada, nunca ninguém me havia batido por estaremos a discutir. Saia a correr de casa e fui no cibercafe ligue para a minha mãe, ninguém atendeu, deixei mensagem de voz, como o Daniel me havia seguido e estava furioso comigo entrou no ciber e estava a falar comigo, estava me sentir ameaçada, a mensagem que havia deixado a minha mãe foi em francês para o Daniel não perceber, só conseguia ouvir a sua voz ameaçadora, não sabia o que devia fazer a seguir. Quando sai de lá o Daniel seguiu-me chamou-me nomes, etc...mas eu não tinha para onde ir tive de voltar para casa, não me sentia segura, também não conhecia ninguém, alias conhecia o Manuel, mas quando vim q para o estrangeiro, para o mesmo país  onde se encontrava o Manuel, eu contei ao Manuel que vinha para trabalhar e não lhe havia dito que tinha arranjado namorado novo, o que ia eu dizer se lhe liga-se ou se o visse na Internet, não sabia o que havia de fazer. No outro dia fui trabalhar, e havia uma cliente Portuguesa que lá ia que me deu o numero de uma senhora que tinha um quarto de casal para alugar ou ia dividir com a filha dela o quarto, até era mais barato mas preferia ficar no meu cantinho, liguei para a senhora combinei com ela e estava decidida a alugar-lhe o quarto, cheguei a casa fiz a minha mala e disse ao Daniel que estava tudo acabado que me ia embora, acusou-me de o ter usado para vir para o estrangeiro, agora que estava trabalhar que ia embora porque não precisava mais dele. Estava indignada pois não era verdade. Mesmo assim sai porta fora, ele veio ter comigo e perguntou se queria que me leva-se, eu disse que se não se importa-se agradecia, Ele levou-me, quando cheguei a casa da senhora fui ver os quartos e disse que ficava com o quarto de casal, o outro era demasiado pequeno para estar la mais uma pessoa.Vim a carrinha buscar as malas e o Daniel agarrou-se a mim a chorar,que me amava para o desculpar que na voltava a acontecer, comovera-me parecia tão sincero com as suas palavras doces, acabei por o perdoar, senti-me um pouco mal em dizer há senhora que  já não ia ficar. O pior era agora  chegar na casa da irmã dele, ter de falar com ela para la ficar outra vez, primeiro foi o Daniel, depois chamou-me e depois ouvimos os dois o que ela teve para dizer, eu entendi claro era a casa dela, calei-me e as coisas voltaram ao normal. O Daniel era muito ciumento, eu tinha trazido coisas minhas que guardava como recordação, quando ia no cibercafe falava com todos os meu amigos, isso incluía o Manuel, que apesar de teremos tido uma relação passageira, não impedia em nada seremos amigos, sempre nos tratamos bem,somos pessoas civilizadas, o Daniel não entendia isso, então um CD de fotos minhas e do Manuel desapareceu, assim como o meu video do casamento. Não posso acusar o Daniel de nada mas penso que tenha sido ele. O Daniel não gostava nada que fala-se com o Manuel.
    Mais tarde a irmã dele mudou de casa e nós também fomos. O Daniel pedira-me um filho e eu amava-o mesmo com o mau feitio dele e disse-lhe que sim.  Passado pouco tempo eu estava desconfiada do Daniel ter outra pessoa, não me deixava ver as conversas que tinha com as amigas no Cibercafé. Isto passou. Um dia vi um CD no nosso quarto que não tinha visto antes, a (ex-namorada); do Daniel ;era amiga da irmã dele e por isso tinha que ser civilizada, afinal eu era a namorada actual dele, não tinha razoes para ter ciumes apesar de saber que ele a amou imenso,isto ate ela vir falar comigo, ai as coisas mudaram de figura.Contara-me que o Daniel havia ido ter com ela buscar um CD (esse tal que eu nunca havia visto antes),  já nem me lembro mais o que ela me disse a seguir. Quando o Daniel chegou mostrei-lhe o CD confrontei-o com a verdade.Disse que não me tinha dito nada porque sabia que eu ia ficar com ciumes... quer dizer eu tive de deixar de falar com o Manuel porque ele tinha ciumes, eu tinha que levar com as mentiras dele e com ele a dar-se com a ex. Não me parecia justo. Passados uns dias fui no cibercafe, entrei na conta do mail dele, fiz-me passar por ele e uma amiga dele começou a falar, depressa percebi que ele lhe contara que a nossa relação não estava bem, etc... ela sabia de tudo, por isso ele não queria que lê-se as conversas que mantinha com as amigas dele,etc... quando chegou a casa já sabia que eu havia falado com a amiga dele, disse que não tinha esse direito, voltou-me a bater-me. 
    No outro dia no meu trabalho as minhas colegas perceberam que as coisas não estavam bem, falei com o meu patrão e contei-lhe o que se passava, pedi-lhe que me adianta-se dinheiro para alugar um quarto, e ele deu-me, mas também me disse que se voltasse para ele que não me ajudava mais.
   Telefonei para um numero que as minhas colegas me ajudaram a tirar de um jornal, liguei fui ver o quarto a casa limpinha gostei e fiquei com o quarto, sai de casa. O Daniel só me ameaçava que fazia que acontecia, etc...
   Os meus amigos de Portugal queriam que eu voltasse, que me ajudavam, mas ia para la fazer o que?! Sem trabalho sem nada ia viver do que, com a caridade dos meu amigos??!! Não me parecia bem e fui ficando. Contara também ao meu ex-marido o que se estava a passar,ele queria que eu voltasse que me ajudava, mas eu sabia bem o que ele queria, mas eu não estava disposta a voltar atrás nem me passava tal coisa pela cabeça, ele era pagina virada na minha vida, a única coisa que ele tinha era o meu filhote que me havia <>
    Eu e o Daniel não parávamos de trocar sms um ao outro, ele tinha um poder sobre mim que nem eu sei explicar a mim mesma, as suas palavras doces, as suas lágrimas e o amor que tinha por ele, levaram-me a perdoa-lo, mais uma vez. Depois disso tivemos muitas discussões, apanhei na cara muitas vezes, ia pisada para o trabalho e mentia, dizia que tinha caído, que me tinha sentido mal desmaiava e pronto assim justificava as negras.Numa dessas muitas vezes decidi fugir recebi o meu ordenado e fui de fuga para Franca, mas ao fim de 2 dias fiz um teste de gravidez que deu positivo, liguei para o Daniel ele tinha de saber    disto, tive de regressar. Andava contente apesar de tudo eu e o Daniel mais uma vez fizemos as pazes, mas essa felicidade depressa acabou, pois o teste estava errado e eu não estava nada gravida o período veio, pensei que eram hemorragias, mas não eu nem se quer tinha estado gravida, foi frustrante para mim,pois já era a segunda vez que um teste me traia, ainda dizem que não há coincidências na vida. 
   A mãe do Daniel veio cá e fomos a um jantar de convívio na casa da irmã do Daniel, o jantar nesse dia foi arroz de cabidela, feito pela sogra, estava uma delicia.Mas esse jantar não acabou da melhor maneira, o Daniel teve uma discussão enorme com a irmã  por causa de ela lhe pedir sempre para trazer os sacos do lixo e ele já estava tão farto que passou-se e disse o que entendeu, só sei que a discussão foi tão grande que quando ele veio para fora comigo, a irmã veio atrás de nó, acabei por levar role de P--- e ainda disse que só não me deitava debaixo do homem dela porque ele não queria , porque se quisesse eu ia, estava indignada e o Daniel defendeu-me acabamos por sair la de casa e fomos para o meu quarto, o Daniel passou lá a noite comigo. E noite após noite ele foi ficando, falei coma  minha senhoria pedi-lhe para ver se ele podia ficar la a morar comigo, não concordou logo porque o quarto não era muito grande mas que se fosse por pouco tempo até passava. Esse ano fui passar o Natal a Portugal, pois quando vim para o estrangeiro tinha comprado bilhete ida e volta  para uns meses depois, só para o caso de as coisas não correrem bem, estava contente porque ia ver o meu filho já não o via há uns meses estava  a morrer de saudades. Estive também uns dias na casa dos meus sogros com o meu filho que tinha crescido imenso e estava tão lindo, era um doce. A família do Daniel aceitaram bem o meu filhote estava deliciada.
    O tempo que lá estive em Portugal o Daniel parecia ter entrado em depressão e resolveu faltar ao trabalho, fiquei chateada pois como é que ia pagar a renda do quarto???!!!
      De volta ao estrangeiro. 
      Custou-me imenso ter de voltar mas tinha mesmo de ser,passou rápido o tempo, o que mais me custou neste regresso assim como muitos outros que se seguiram, eram as lágrimas de sofrimentos do meu filho cada vez que o deixava com o pai, e mais ainda por todas as coisas que o meu filhote me confidenciou, que havia passado nas mãos da madrasta e do pai. Mas como de todas as outras vezes mais uma vez não tinha provas que me ajudassem fosse no que fosse, e como se não basta-se tudo isto a minha situação não era a melhor para ter  meu filho comigo.
   Por causa de estar a ser vitima de violência domestica e também por não voltar para ele , o meu ex-marido  apressou-se a me acusar de abandonar o meu filho, de ser má mãe, de não dar pensão alimentar ao meu filho, de aparecer e desaparecer na vida do meu filho como queria e bem me apetecia, deixando assim o meu filho sobre stress e sem perceber o que se passava, entre muitas outras coisas. A verdade é que não dava pensão de alimentos, mas nunca abandonei o meu filho, e não nunca fui má mãe para o meu filho, não aparecia nunca sem avisar e sempre que ia ter com ele falava sempre com o meu filho, que manifestava a vontade de morar comigo...Mais uma vez não tinha como provar o acordo verbal que eu e o meu ex-marido havíamos feito quando vim para o estrangeiro, mais uma vez arranjou testemunhas para ir a tribunal depor contra mim e me acusar entre elas a minha irmã, nem queria acreditar. Destruiu-me por dentro, já não me bastava toda a trapalhada que estava metida ainda veio ele acabar com a pouca esperança que tinha, de um dia ter o meu filhote comigo.
    Passado pouco tempo do meu regresso ao estrangeiro, mais uma crise abalava a minha relação com o Daniel. Desta vez fui eu que disse o que não devia, deveria de ter vergonhas mas acho que já deve ter acontecido a muita gente por isso vou-vos contar. Estamos a ter uma noite de amor e o Daniel fez uma coisa que me levou a pensar no meu ex-marido, e  pensar mas por que raio tenho prazer nisto com o António e com o Daniel que amo não consigo, estava a ficar chateada ate que em vez de gritar Daniel não facas isso, saiu-me António...tive logo a noção que o que  tinha acabado de dizer fora grave...o Daniel entrou logo em parafuso comigo, não era para menos, nem eu ia gostar se fosse ao contrario e não gostei nada de me ver naquela embrulhada, acusou-me de traição etc... mais um caos, mais não sei quantos dias que o Daniel não foi trabalhar, desabafei com a mãe do Daniel, disse-lhe que não havia feito para o magoar, mas aconteceu pensar aquilo naquele momento e que o Daniel agora não me falava , não saia de casa, não ia trabalhar etc... isso foi outra discussão entre mim e o Daniel... que eu devia ter vergonha na cara de ter ido contar essas coisas a mãe dele etc... eu não estava a saber lidar com aquilo.... para ajudar mais ainda, fui falar com o patrão dele para não o despedir que ele não estava bem etc... mais outra bronca, eram umas atrás das outras, acabamos por acabar tudo, ele voltou para a casa da irmã dele. 
   Quando chegasse ao final do mês eu não tinha como pagar a renda o Daniel tinha faltado imenso eu tinha ido de ferias não remuneradas porque não estava a contrato, estava metida numa bela alhada, como se não chega-se fui despedida, o meu patrão não estava contente comigo, mas também não me disse nada, isto porque lhe havia pedido que me paga-se ferias como se tivesse contrato,quando cheguei ao fim de uma semana de trabalho, chegou-se com dois envelopes, num envelope tinha o dinheiro da semana de trabalho e o dinheiro de subsidio das ferias e no outro tinha a minha carta de despedimento. Não podia ser pior....



                                                      Bem, já é tarde vou descansar,porque nunca é demais agradeço-vos mais uma vez a  presença no meu blogue, beijinhos em vossos corações, até amanha.