Aqui estou eu a começar esta longa jornada.
A iniciar um novo desafio.
Sou uma mulher de luta, de garra, mas como todas as pessoas também tenho os meus momentos de fraqueza, e este e apenas mais um como tantos outros momentos mais frágeis na minha vida. Por isso resolvi começar esta nova etapa e apenas tentar que nada mais me afete depois de contar o meu lado da história.
Por proteção daqueles que não me protegeram, e daqueles que sempre me protegeram vou usar nomes fictícios, o único nome verdadeiro desta história verídica será o meu, apenas e só o meu.
Espero o vosso apoio ao longo desta nova etapa da minha vida, não espero com isto que todas as pessoas me entendam, mas também gostava que ninguém me aponta-se mais o dedo, já basta o que basta. Sofri muito mas também já fui muito feliz.
Vou escrevendo linhas soltas a medida que me vou lembrando, sem datas nem sítios, se estiverem atentos vão ver que umas coisas levam as outras e tudo bate certo.
1 etapa
Nasci no meio de uma família sem muitas poses, o meu pai morreu era apenas uma criança de apenas 3 anos, a minha mãe, mulher que mais admiro e amo nesta vida, para alem dos meus rebentos, sempre foi uma mulher que nunca baixou os braços e sempre lutou para me dar uma vida digna. Mais tarde viria a casar e teve a minha irmã, só que também não teve muitas sorte e acabamos por viver as três sozinhas, nunca nos deixou passar fome ou andar mal vestidas, andamos sempre bem apresentadas.
Eu era uma menina um pouco revoltada, sentia que a minha irmã por ser mais doce e meiga que eu, era mais amada pela família e eu era mais agreste e rebelde, sempre fui posta mais de parte e talvez por isso não conseguia ter atos que carinho com ninguém; a não ser agora com os meus filhos, sempre mantive a minha postura de refilona e rebelde mas cá dentro a história era outra completamente diferente, sentia tudo até ao mais pequeno pormenor.
Cresci e tive os meus namoricos inocentes, nada de muito especial, tive duas paixonetas assolapada como dizemos na brincadeira, uma foi aos meus doze anos, uma paixoneta linda e romântica que nunca vou esquecer cada pormenor, as vezes sinto saudades desse amor, inocente sem malícia alguma, sem pedir nada em troca, namoramos três anos sem nunca haver uma troca de beijinhos, apenas dávamos as mãos olhávamos apaixona-ditos uma para o outro riamos muito ouvíamos muita musica, dizíamos tolices de namoraditos. Não sabem o bem que me faz falar e relembrar estas coisas, tenho saudades, confesso, mas ao fim de três anos, já tinha quinze anos um dos nosso amigos disse:
-Mas que raio de namoro é este sem nunca ter existido um beijo?
Pois e la tivemos que dar o nosso primeiro beijo, talvez por ter sido forcado e não de livre e espontânea vontade, não achei assim la muito romântico e puffff lá se foi o romantismo todo, e acabei a relação que tínhamos. Depois disso tive mais uns namoricos e uma grande paixoneta por um rapaz bem mais velho que eu, eu gostava muito dele mas ele não me ligava patavina, apenas me achava graça e não passou daquilo, Tive bastantes conversas com a minha mãe, pois não achava nada piada ao rapazito e estava sempre a dar-me nas orelhas mas também de nada valeu pois nunca namoramos.
Tinha uma amiga de escola que conhecia um rapaz que por coincidência também era meu conhecido desde os meus seis anos, e ela era super apaixonada por ele, e começamos com aquelas brincadeiras parvas que acho que todos temos de fazer chamadas anónimas a gozar etc... e eu com a mania de querer arranjar namorico entre eles, acabou ele apaixonado por mim, escusado será dizer que a nossa amizade acabou pois ela acusava-me pelo facto dele se ter apaixonado por mim, enfim. Ele por sua vez não desistia de querer namorar comigo, entretanto ele teve de ir para a tropa e andou assim mais calmo, e eu tive os meus namoricos que as vezes não duravam mais do que umas horas achava os rapazes muito parvos apesar de bonitos e acabava com eles, mas o António (relembro nome fictício) Voltou da tropa e começou a aparecer la em casa, quem não achava muita piada era a minha mãe pois no dia dos namorados apareceram la em casa três rapazes com prendas. Depois de se terem ido embora a minha mãe perguntou-me se eu não tinha vergonha, eu respondi-lhe que não, pois eram apenas e só meus amigos e eu não tinha culpa, pois nada havia feito para eles gostarem de mim. Dois deles desistiram de querer fosse o que fosse comigo, eu era osso difícil de roer apesar que eu achava piada a um deles por ser cómico, girinho e romântico, até tocou na sua guitarra e cantou para mim no dia dos anos dele, a música conhecida do Pedro Abrunhosa, "E tudo o que te dou", pois muita música mas não passou disso, quem não desistiu foi o António que continuou a ir lá a casa e a minha mãe adorava-o, a minha irmã também não ficava atrás, ele nada burro começou a convidar a minha irmã para sair e eu já não comecei a achar nenhuma piada aquilo. Até que certo dia fui eu sair com ele e com uma amiga, enchi-me de coragem e pedi-o em namoro, se soubesse o que estava para vir, teria preferido partir as minhas perninhas, mas pronto ironia do destino este namoro já não foi assim tão inocente e a curiosidade e as brincadeiras acabaram numa gravidez não planeada, tinha dezasseis anos.
Escusado será dizer que casei e tive um lindo rapaz, a luz dos meus olhos, e tive de crescer muito rápido, de repente já era casada, mãe e já tinha uma vida bastante diferente do restante grupo dos meus amigos. por isso afastei-me e comecei a viver para a minha nova família. Passados três meses de ter tido o meu filhote aconteceu o inesperado, estaria grávida de novo e o meu na altura marido não achou lá muita piada e começou a primeira crise do nosso casamento.., Fiz o primeiro teste de gravidez, resultado...deu positivo chorei muito devo confessar. Ele não queria esse bebé e eu queria e preferia o divórcio ao ter de tirar esse bebé, que era inocente e não tinha culpa das asneiras dos pais. Durante 1 mês quase nem nos falávamos, foi muito doloroso para mim, afinal era uma jovem mãe de apenas dezassete anos, ainda por cima novamente grávida. O António levou-me a uma enfermeira, de uma clínica dos conhecimentos dele, queria que eu aborta-se, travamos algumas discussões eu não queria nem por nada que isso acontece-se, o meu casamento estaria por um fio. Marquei a primeira consulta e a médica mandou-me fazer análises ao sangue pois era o meio mais fiável para ter a certeza que estaria grávida. Fiz o teste de sangue que também acusou positivo e marquei a primeira ecografia para ver se estava tudo bem, de quantas semanas estava…
Não será preciso vos dizer que passei por tudo isto sozinha, pois na altura estava zangada com o meu marido e nem com a minha mãe falava, por discordância familiar, por outros motivos que não vem agora para o caso.
Chegou o dia mais esperado para mim, o dia da ecografia do meu segundo bebé. De manhã levantei-me arranjei-me tratei do meu filhote e saímos para a ecografia tudo muito normal, cheguei no consultório estava nervosa ao mesmo tempo triste, estava a viver aquele momento sozinha sem o apoio de ninguém, entrei no consultório e deitei-me na maca e começou a consulta, para espanto da médica e para meu espanto eu não tinha bebé nenhum e nem queríamos acreditar que tal fosse possível. Fiquei sem chão de rasto pois já tinha passado 1 mês numa luta desmedida com o meu marido, por uma coisa que afinal não existia, depois disto as coisas para mim já não foram como eram antes. Apresei-me a tirar explicações com a clínica, um teste de farmácia já sabia que podia falhar mas um teste ao sangue nunca me passaria que tal fosse possível, pois a resposta que tive da clínica foi, que as minha hormonas estavam alteradas e talvez por isso tivesse dado positivo, erros acontecem, perguntei :
E agora quem se responsabiliza pelos danos causados no meu casamento, vocês não tem a noção pelo que passei, pois não? Para alem dos danos morais o dinheiro que também já havia gasto em consultas particulares, etc...
Pois a resposta foi pura e simplesmente :
- Pedimos imensas desculpas, mas pode acontecer com qualquer analises!
Fiquei chocada, chorei imenso, quem ficou mais aliviado foi o António pois não se estava a ver a ser pai como ele dizia outra vez aos vinte e um anos.
Enfim, a muito custo o meu casamento recompôs-se, mas jurei que nunca mais teríamos mais filhos depois do que se havia passado. A nossa vida começou a mudar, compramos carro, passado um ano compramos casa e as coisas estavam a correr tão bem que comecei a incentivar o António a abrirmos o nosso próprio negócio. Ele era talhante e era bom no que fazia e eu admirava-o e gostava de ver a paixão que ele tinha por aquilo, o brilho que ele tinha nos olhos enquanto trabalhava e praticamente ele é que geria o talho durante o dia, já tinha imensos anos de experiência, já trabalhava naquilo deste os seus treze anos, tinha uma amor incrível pela arte dele. Ele por sua vez não estava muito convencido que seria capaz, mas na altura eu era uma jovem, não tinha medos e via as coisas com outros olhos que hoje não vejo, então decidi procurar negocio para ele. ate que ele um dia me falou de um senhor que tinha um negocio aberto e que queria trespassar por se encontrar muito doente. Aquilo ficou-me na cabeça.
Na altura eu estava a tirar um curso Profissional de cabeleireiro, no centro de formação profissional, e tinha uma rapariga muito minha amiga, dávamo-nos muito bem, desabafava muito com ela e andávamos sempre juntas e falei com ela que queria ir há procura desse senhor, se ela podia ir comigo, ela lá aceitou. Nesse dia há noite falei com o António e disse-lhe:
-Olha combinei com a Maria e amanhã vou falar com o senhor, ele estava muito reticente, tinha muito medo de depois não conseguir aguentar as despesas, tínhamos a casa, o carro para pagar e depois se não dava e tal… bem eu lá o convenci que ele era capaz, e eu confiava nele. O António não podia ir comigo, pois pelo que parece o senhor era rival do tio dele e se soubesse de quem ele era sobrinho, não fazíamos negócio.
Bem, no outro dia seguinte, eu e a minha amiga depois da formação acabar lá fomos falar com o senhor e a conversa correu mais ou menos, nesse dia vim para casa cheia de esperança e de sonhos, estava feliz. Passados uns dias lá fui eu ter com o senhor de novo, levei a minha amiga Maria, mas nesse dia fui confrontada com o filho do senhor que me reconheceu, estava a ver que lá se ia o negócio…
amanhã ou mais logo escrevo mais um pouco espero por vocês até já beijinhos em vossos corações
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